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| Créditos Imagem/Redes Sociais/escolapaulistademedicina |
Curso Saúde Mental e Universidade abre inscrições para a 2ª turma; veja como participar
A Universidade Federal de São Paulo está com inscrições abertas para a segunda turma do Curso Saúde Mental e Universidade: Conceitos e Práticas. Gratuita e realizada totalmente on-line, a formação procura preparar estudantes, docentes, servidores e profissionais da educação superior para lidar de maneira mais responsável com situações de sofrimento emocional no ambiente acadêmico.
Com uma proposta atual e conectada aos desafios vividos nas universidades, o Curso Saúde Mental aborda escuta ativa, comunicação empática, diversidade, inclusão, pertencimento e encaminhamento para redes institucionais de apoio. As inscrições seguem abertas até 31 de agosto de 2026, enquanto as atividades estão previstas para ocorrer entre setembro e dezembro.
Curso Saúde Mental amplia o cuidado dentro da universidade
A universidade costuma ser associada a oportunidades de crescimento, mas também pode envolver pressão por desempenho, dificuldades financeiras, competição, isolamento e incertezas sobre o futuro profissional. Quando esses fatores se acumulam, estudantes e trabalhadores podem enfrentar sofrimento emocional sem saber onde buscar apoio. O curso foi criado para ampliar o conhecimento da comunidade acadêmica e fortalecer uma cultura de acolhimento.
A iniciativa é organizada pela Coordenadoria de Promoção da Saúde Estudantil da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Políticas Afirmativas da Unifesp, em parceria com a Assessoria de Equidade, Pertencimento e Ações Afirmativas da Escola Paulista de Medicina e os Núcleos de Apoio ao Estudante. A coordenação é de Flávia Saraiva Leão Fernandes, docente do Departamento de Saúde Coletiva da Escola Paulista de Enfermagem.
Quem pode participar da segunda turma
O Curso Saúde Mental é destinado a docentes, profissionais da educação superior, técnicos administrativos, estudantes de graduação, pós-graduandos e demais servidores. Não é necessário atuar na área da psicologia ou possuir experiência anterior em saúde mental. A proposta é oferecer conhecimentos introdutórios e aplicáveis à rotina acadêmica, respeitando os limites de atuação de cada participante.
Para um professor, o aprendizado pode ajudar na abordagem de um aluno que apresenta mudanças importantes de comportamento. Para servidores, pode melhorar o primeiro atendimento realizado em setores administrativos. Já os estudantes podem compreender melhor os serviços existentes e contribuir para relações mais acolhedoras entre colegas. A intenção não é formar terapeutas, mas preparar pessoas para escutar, orientar e encaminhar adequadamente.
O que será abordado nas aulas
A programação reúne conteúdos teóricos e situações práticas relacionadas à saúde mental universitária. As aulas tratam tanto das experiências individuais quanto das condições sociais e institucionais que podem afetar a permanência, o desempenho acadêmico e o sentimento de pertencimento. Entre os principais assuntos apresentados estão:
- 💬 Comunicação e escuta: relação entre docentes, estudantes e equipes universitárias.
- 🤝 Comunicação Não Violenta: construção de diálogos mais claros, respeitosos e acolhedores.
- 🌈 Diversidade e pertencimento: inclusão, equidade e enfrentamento de barreiras institucionais.
- ♿ Acessibilidade: necessidades de estudantes com deficiência e pessoas neurodivergentes.
- 🧠 Letramento em saúde mental: informações sobre ansiedade, depressão e outras condições.
- 💚 Autocuidado: reconhecimento de limites e construção de práticas de cuidado possíveis.
- 🏛️ Fluxos institucionais: atuação dos Núcleos de Apoio ao Estudante e serviços relacionados.
- 🫂 Prevenção e acolhimento: identificação de sinais de sofrimento e encaminhamento responsável.
O conteúdo programático também contempla racismo, violência de gênero, maternidade, masculinidades, comunidade LGBTQIAPN+, uso de substâncias, transtornos alimentares e saúde mental na pós-graduação. Essa abordagem amplia a compreensão de que o sofrimento emocional não deve ser analisado apenas como uma questão individual, pois também pode estar relacionado a desigualdades, discriminação, falta de acessibilidade e ausência de apoio.
Escuta ativa não significa oferecer diagnóstico
Um dos aprendizados mais importantes do Curso Saúde Mental é diferenciar acolhimento de diagnóstico. Ao perceber que um estudante está enfrentando dificuldades, o primeiro passo pode ser oferecer uma conversa reservada, ouvir sem interromper e apresentar as possibilidades de apoio disponíveis. Fazer suposições sobre uma condição clínica ou prometer resolver o problema, porém, não é recomendado.
Um professor que observa faltas frequentes e queda repentina no rendimento, por exemplo, pode perguntar se existe alguma dificuldade afetando a participação do aluno. A resposta deve ser recebida sem julgamento ou exposição diante da turma. Quando necessário, a pessoa pode ser orientada a procurar o NAE ou outro serviço institucional. Esse tipo de postura não substitui atendimento especializado, mas pode facilitar o acesso à ajuda adequada.
Diversidade e pertencimento fazem parte da prevenção
Ambientes universitários acolhedores não são construídos apenas com campanhas pontuais. Eles dependem de acessibilidade, respeito às diferenças, comunicação inclusiva e políticas capazes de reduzir barreiras. Por esse motivo, o Curso Saúde Mental relaciona o cuidado emocional a temas como racismo, gênero, maternidade, orientação sexual, identidade de gênero, masculinidades e neurodivergência.
Na prática, o conteúdo pode estimular departamentos a revisar materiais, formas de atendimento, processos acadêmicos e critérios de participação. Uma equipe pode, por exemplo, verificar se os estudantes conhecem os serviços disponíveis, se as orientações são acessíveis e se existe um fluxo claro para situações delicadas. Pequenas mudanças organizacionais podem evitar que uma pessoa em sofrimento precise repetir sua história diversas vezes ou procurar ajuda em setores que não conseguem atendê-la.
Como funciona o Curso Saúde Mental on-line
A formação possui 40 horas de carga horária e é oferecida em modalidade autoinstrucional. Isso significa que o participante poderá acompanhar as atividades on-line, organizando os estudos de acordo com sua disponibilidade dentro do calendário estabelecido. As videoaulas têm duração aproximada de 10 a 30 minutos e são acompanhadas por materiais complementares e avaliações.
O período de realização informado pela Unifesp vai de 1º de setembro a 31 de dezembro de 2026. Para não acumular conteúdos, uma estratégia simples é reservar um horário semanal, anotar os pontos mais relevantes e relacionar cada tema a situações observadas no cotidiano universitário. Essa organização torna o aprendizado mais prático e facilita a preparação para as avaliações.
Avaliações e certificado de conclusão
Ao final de cada tema, será disponibilizada uma avaliação com questões de múltipla escolha. Para obter aprovação, o participante deverá alcançar pelo menos 75% de acertos, acompanhar as aulas e concluir as atividades solicitadas. A certificação depende também da inscrição realizada corretamente no SIEX Proec/Unifesp.
Antes de começar, vale verificar se o nome completo, CPF, e-mail e demais dados pessoais estão corretos. Também é recomendável salvar o comprovante de inscrição e acompanhar as orientações publicadas no Portal Saúde Mental da Unifesp. Esses cuidados evitam dificuldades na identificação do participante após a conclusão.
Como fazer a inscrição gratuita
As inscrições para a segunda turma ficam abertas até 31 de agosto de 2026. O cadastro é realizado no Sistema de Informações de Extensão da Unifesp. Quem ainda não possui acesso ao SIEX deverá criar uma conta, validar o e-mail e preencher os dados solicitados. Depois de entrar no sistema, será necessário confirmar a participação na ação principal.
Como transformar o aprendizado em ações concretas
O valor do Curso Saúde Mental aparece quando o conhecimento chega à rotina da instituição. Participantes podem compartilhar os fluxos de atendimento com suas equipes, propor materiais informativos, revisar práticas de acolhimento e ajudar a divulgar os serviços existentes. Também é possível criar uma lista atualizada com setores responsáveis, contatos, horários e orientações para situações urgentes.
Outra aplicação interessante é promover conversas internas sobre os limites de atuação. Nem todo sofrimento será resolvido durante uma conversa, mas toda pessoa pode ser tratada com respeito e receber informações claras sobre onde buscar apoio. Uma comunidade acadêmica preparada não substitui profissionais especializados; ela contribui para que o acesso ao cuidado seja mais rápido, humano e organizado.
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| Foto: Divulgação/unifespoficial/ |
O que você pensa sobre saúde mental na universidade?
Na sua instituição, estudantes e servidores sabem onde procurar ajuda? Os professores recebem orientações para acolher situações de sofrimento emocional? Que mudança poderia tornar o ambiente acadêmico mais inclusivo e seguro? Compartilhe sua experiência nos comentários e ajude a ampliar essa conversa.
Perguntas frequentes sobre o Curso Saúde Mental
O curso é realmente gratuito? Sim. A inscrição e a participação são gratuitas, de acordo com as informações publicadas no SIEX da Unifesp.
Quem pode fazer o curso? A formação é voltada a estudantes de graduação e pós-graduação, docentes, servidores, técnicos administrativos e profissionais da educação superior.
É necessário ter formação em psicologia? Não. O curso possui caráter introdutório e busca preparar a comunidade acadêmica para acolher, orientar e realizar encaminhamentos responsáveis.
As aulas são ao vivo? Não. O formato é autoinstrucional, com videoaulas on-line que podem ser acompanhadas conforme a organização do participante dentro do período de realização.
Qual é a carga horária? A segunda turma possui carga horária total de 40 horas.
Qual é o prazo de inscrição? As inscrições ficam abertas até 31 de agosto de 2026.
Como obter o certificado? É necessário efetuar a inscrição oficial no SIEX, acompanhar os conteúdos, realizar todas as avaliações e alcançar aproveitamento mínimo de 75%.


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