Prefeitura de Juazeiro do Norte pede rompimento do contrato com o IDAB

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Foto: Arquivo/@f5cariri

O IDAB manifestou que não tem intenção de romper o contrato e pediu 15 dias para avaliar o pedido

Uma audiência pública foi realizada na manhã desta segunda-feira (25), na sede do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), em Juazeiro do Norte, para analisar as denúncias formuladas contra o Instituto Diva Alves do Brasil (IDAB), Organização Social que administra o Hospital São Lucas e a UPA Limoeiro.

A audiência contou com representantes do Ministério Público Estadual, Federal, Polícia Federal, Comissão de Saúde da Câmara, Secretaria Municipal de Saúde e IDAB. Na ocasião, foi apresentado relatório da Comissão Permanente de Auditoria da SESAU. O que chamou atenção e foi até motivo de questionamento por parte dos presentes, foi a ausência do vereador Pedro Januário (Republicanos), um dos subscritores de alguns ofícios encaminhados ao MP.

Ao Site Miséria, o vereador disse que por se tratar de uma audiência pública, o convite foi para a Comissão de Saúde. Ou seja: para os vereadores presidente Rafael Cearense (Podemos), o relator Lucas do Horto (MDB) e o secretário Jesualdo Duarte (PSDB). “Eu sou um dos maiores autores de denúncias hoje contra o IDAB. Porém, todas as minhas denúncias já foram apresentadas na Câmara Municipal e encaminhadas aos órgãos fiscalizadores. Então minha presença era desnecessária”, esclareceu o parlamentar.

Durante a reunião, foi apresentada uma proposta de encaminhamento para a formulação de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no intuito de ajustar a prestação de contas e também com relação à prestação de serviços por parte do IDAB. A prefeitura sugeriu o rompimento do contrato com a OS.

De acordo com o prefeito de Juazeiro do Norte, Glêdson Bezerra (Podemos), o contrato com o IDAB vai até março de 2023. “A nossa proposta inicial foi que o IDAB ficasse até o final de 2022. A gente já começaria organizando para fazer um chamamento. A partir disso, convocaríamos uma nova empresa, que pudesse fazer uma transição tranquila”, afirmou Glêdson.

O IDAB manifestou que não tem intenção de romper o contrato e pediu 15 dias para avaliar o pedido, que será formalizado nesta terça-feira (26). Após esse período, a expecativa é de que uma nova reunião seja convocada.

Reportagem de Viviane Bastos/Agência Miséria

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