Policial penal é denunciado por facilitar fuga de criminosos em troca de R$ 700 mil no Ceará

Agentes penais são denunciados por facilitar entrada de celular em presídio e de facilitar fuga de presos — Foto: MPCE/Divulgação

Dois agentes penitenciários foram denunciados por corrupção passiva, prevaricação imprópria e associação criminosa.

O Ministério Público do Ceará denunciou na sexta-feira (4) dois policiais penais por facilitar a entrada de celulares para criminosos e por facilitar a fuga de condenados no Instituto Presídio Professor Olavo Oliveira (IPPOO) 2, na cidade de Itaitinga, na Grande Fortaleza. Um dos agentes negociou o valor de R$ 700 mil para facilitar a fuga de 15 criminosos, segundo o MP.

Eles foram denunciados por corrupção passiva, prevaricação imprópria (quando um servidor público deixa de cumprir sua função) e associação criminosa. O órgão pediu o afastamento do cargo e proibição de frequentar unidades prisionais.

Conforme a denúncia, um dos agentes "recebia dinheiro para entrar com celulares e armas no presídio e participar do planejamento de uma fuga". O agente afirmou "que se envolveu no esquema por ser viciado em apostas de jogo de futebol pela internet e estar com dívidas financeiras", diz ainda o Ministério Público.

O agente penitenciário iria facilitar a fuga de 15 presos, ao preço de R$ 700 mil; R$ 70 mil havia sido pago antecipadamente.

A fuga estava planejada para ocorrer em de fevereiro de 2020, mas não aconteceu. Sob o pretexto de se proteger do coronavírus, pois é asmático, o agente foi ao interior e desde então não foi mais visto pelos presos.

Agente preso em flagrante

Denúncia de tentativa de fuga de presos ocorreu no IPPOO 2 — Foto: Fabiane de Paula/SVM

O segundo agente denunciado pelo Ministério Público foi preso em flagrante em 14 de fevereiro de 2018. Ele tentava entrar no presídio com 5 celulares dentro de seu bornal (pochete de perna). No carro dele havia outros 11 aparelhos.

Junto com esse segundo agente, foram denunciadas outras três pessoas que tentavam levar os celulares aos presos. Um deles já havia trabalhado como serviços gerais no IPPOO 2. "Os denunciados estariam envolvidos com o recebimento de dinheiro e uso de cartão para o pagamento dos celulares, com a participação de um preso", afirma o Ministério Público.

Por G1 CE

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