MP e Polícia Civil cumprem mandados de busca e apreensão contra supostos 'fura-filas' de vacinação no Ceará

Operação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão na Secretaria de Saúde de Caririaçu. — Foto: Divulgação

A "Operação Egoísmo", nesta terça-feira (20), cumpriu cinco mandados de busca e apreensão na Secretaria de Saúde do município e na residência de servidores municipais.

O Ministério Público do Ceará (MPCE) e a Polícia Civil do estado deflagraram uma operação no município de Caririaçu para investigar a possível conduta de pessoas que furaram fila da vacinação contra a Covid-19 na cidade. A "Operação Egoísmo", nesta terça-feira (20), cumpriu cinco mandados de busca e apreensão na Secretaria de Saúde do município e na residência de servidores municipais.

Conforme o MPCE, vereadores de Caririaçu fizeram inspeção para fiscalizar a imunização no município, gravando o processo de vacinação em vídeo. No material, que foi enviado à Promotoria de Justiça de Caririaçu, existe a suspeita de que uma pessoa que é servidora lotada na Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura teria sido vacinada de forma irregular.

Alguns vereadores de Caririaçu decidiram fazer uma inspeção para fiscalizar a imunização no município, gravando o processo de vacinação em vídeo. Nesse material, que foi enviado à Promotoria de Justiça de Caririaçu, suspeita-se que uma pessoa que é servidora lotada na Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura teria sido vacinada de forma irregular.

Além disso, no vídeo, o MPCE constatou que a imagem da lista de pessoas que seriam vacinadas durante o dia da inspeção não corresponde com o documento que contém a lista de vacinados divulgada na internet e remetida para o posto de vacinação pela central de imunização.

O titular da Promotoria de Justiça de Caririaçu, promotor de Justiça Rafael Couto, afirma que há possibilidade do cometimento de improbidade administrativa de crimes como o peculato, previsto no artigo 312 do Código Penal Brasileiro, que prevê pena de reclusão entre 2 e 12 anos. No entanto, o promotor enfatiza que não se pode antecipar culpa, pois os fatos com documentos apreendidos serão estudados e, caso constatada materialidade e responsabilidade, os autores dos possíveis delitos serão autuados.

Por G1 CE

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