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UNA-SUS/UFSC lança curso sobre atenção à desnutrição em crianças e gestantes no SUS.

UNA-SUS/UFSC lança curso sobre atenção à desnutrição em crianças e gestantes no SUS.

Créditos imagem/Arquivo/icict_fiocruz

UNA-SUS/UFSC abre curso gratuito sobre desnutrição em crianças e gestantes no SUS

Inscrições abertas para o curso gratuito “Atenção à Desnutrição em Crianças e Gestantes no SUS”, uma nova formação oferecida pela Universidade Federal de Santa Catarina no âmbito da Rede UNA-SUS. A iniciativa foi desenvolvida em parceria com o Ministério da Saúde e a Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição, com foco na qualificação de profissionais e gestores que atuam na Atenção Primária à Saúde. Com carga horária de 45 horas e realização totalmente online, a capacitação apresenta orientações práticas sobre prevenção, identificação, diagnóstico, tratamento e acompanhamento de situações de desnutrição infantil e gestacional no Sistema Único de Saúde.

A formação é gratuita e pode ser realizada por qualquer pessoa interessada, embora o público prioritário seja composto por trabalhadores e gestores da saúde pública. As matrículas permanecem disponíveis até 31 de outubro de 2026. O curso também pode ser uma boa oportunidade para estudantes, nutricionistas, enfermeiros, médicos, agentes comunitários, assistentes sociais e integrantes de equipes multiprofissionais que desejam ampliar seus conhecimentos sobre segurança alimentar, avaliação nutricional e cuidado integral.

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Inscrições abertas para capacitação online de 45 horas

O curso possui uma estrutura adequada para quem precisa conciliar a qualificação profissional com uma rotina intensa de atendimentos, reuniões e atividades administrativas. Como a formação ocorre a distância, o participante pode organizar os estudos de acordo com seus horários disponíveis. Uma estratégia prática é reservar dois ou três momentos durante a semana, evitando acumular todo o conteúdo próximo ao encerramento do período de acesso. As inscrições abertas representam uma oportunidade de atualização sem custos, deslocamentos ou necessidade de participação presencial.

Antes de começar, é recomendável criar uma rotina simples de estudos. O participante pode separar um caderno ou documento digital para registrar conceitos importantes, dúvidas e exemplos encontrados no cotidiano profissional. Também vale compartilhar materiais relevantes com os colegas de trabalho, principalmente quando o conteúdo puder contribuir para melhorar protocolos, encaminhamentos e ações de prevenção dentro da unidade de saúde.

  • 📚 Curso: Atenção à Desnutrição em Crianças e Gestantes no SUS.
  • ⏱️ Carga horária: 45 horas.
  • 💻 Modalidade: formação online e gratuita.
  • 📅 Prazo de matrícula: até 31 de outubro de 2026.
  • 👩‍⚕️ Público prioritário: gestores e profissionais da Atenção Primária à Saúde.
  • 🌐 Acesso: aberto a qualquer pessoa interessada.

Por que a desnutrição continua sendo um desafio no Brasil

A desnutrição não está relacionada somente à falta de comida. Ela também pode resultar da baixa qualidade dos alimentos consumidos, de doenças recorrentes, da insegurança alimentar, da dificuldade de acesso aos serviços públicos e de condições sociais que comprometem o cuidado. Em crianças, o problema pode afetar o crescimento, a imunidade, o desenvolvimento e o rendimento escolar. Entre gestantes, uma alimentação inadequada pode aumentar os riscos para a mãe e para o desenvolvimento do bebé.

Por esse motivo, a identificação não deve ser baseada apenas na aparência física ou em uma medição isolada. O acompanhamento precisa considerar a evolução do peso, a altura, o histórico clínico, a alimentação da família e as condições do território. Durante uma consulta ou visita domiciliar, perguntas sobre perda de apetite, dificuldades financeiras, acesso aos alimentos e ocorrência frequente de vómitos ou diarreia podem revelar situações que exigem atenção.

Conteúdos voltados à prevenção e ao cuidado nutricional

O programa apresenta um panorama da desnutrição em crianças e gestantes no Brasil, além de trabalhar estratégias de promoção da saúde, prevenção, diagnóstico e tratamento. A formação também aborda protocolos de avaliação nutricional, recuperação e reabilitação, organização do atendimento e acompanhamento dos usuários dentro da rede pública. Esses conteúdos ajudam o profissional a compreender que o cuidado não termina depois da primeira orientação ou do encaminhamento para outro serviço.

Entre os principais temas relacionados estão desnutrição infantil, nutrição na gestação, insegurança alimentar, vigilância nutricional, saúde pública e Atenção Primária à Saúde. O objetivo é oferecer uma visão integrada, permitindo que o participante reconheça os diferentes fatores envolvidos em cada caso e desenvolva condutas mais adequadas à realidade das famílias atendidas.

Avaliação nutricional exige atenção aos detalhes

Realizar uma avaliação nutricional adequada envolve mais do que pesar e medir. Os dados precisam ser coletados corretamente, registados e comparados ao longo do acompanhamento. Uma balança desregulada, uma técnica inadequada de medição ou a ausência de informações anteriores podem interferir na análise. Por isso, as equipes precisam revisar periodicamente os equipamentos e os procedimentos utilizados durante os atendimentos.

Também é importante conversar com a criança, a gestante ou os responsáveis de maneira respeitosa. Uma orientação que ignora a renda, os hábitos culturais e a disponibilidade de alimentos na região pode ser difícil de seguir. Em vez de oferecer recomendações genéricas, o profissional deve buscar alternativas possíveis, acessíveis e compatíveis com a rotina familiar. Essa postura fortalece o vínculo e aumenta as chances de adesão ao plano de cuidado.

  • 🛠️ Verificar se os equipamentos de medição estão funcionando corretamente.
  • 📊 Comparar as informações atuais com os registos anteriores.
  • 🥗 Investigar alterações recentes na alimentação e no estado de saúde.
  • 🏠 Identificar situações de insegurança alimentar no domicílio.
  • 📅 Definir datas de retorno conforme o nível de risco apresentado.
  • 📝 Registar orientações e encaminhamentos de forma clara.

Prevenção deve fazer parte de todos os atendimentos

A desnutrição pode ser identificada antes de apresentar sinais mais evidentes. Consultas de pré-natal, puericultura, vacinação, acolhimentos e visitas domiciliares são oportunidades para observar mudanças no estado nutricional. A equipe pode perguntar sobre a alimentação, avaliar a curva de crescimento, verificar o ganho de peso durante a gestação e investigar doenças que possam interferir na absorção de nutrientes.

Essa atuação preventiva evita que o serviço procure soluções apenas quando o problema já está avançado. Uma criança que começa a perder peso ou deixa de crescer conforme o esperado precisa de acompanhamento precoce. Da mesma forma, uma gestante com dificuldades alimentares, baixo ganho de peso ou condições clínicas associadas pode necessitar de um plano individualizado. As inscrições abertas permitem que os profissionais atualizem seus conhecimentos e reconheçam sinais que poderiam passar despercebidos em atendimentos rápidos.

Recursos educacionais tornam o estudo mais dinâmico

A formação utiliza vídeos instrutivos, imagens, infográficos, fluxogramas e materiais complementares. Esses recursos ajudam a transformar conteúdos técnicos em informações mais fáceis de compreender e aplicar. Um fluxograma pode orientar decisões sobre acompanhamento e encaminhamento, enquanto um vídeo pode demonstrar técnicas utilizadas na avaliação nutricional. Os infográficos também funcionam como materiais de consulta rápida após a conclusão do curso.

Para aproveitar melhor esses recursos, o participante pode organizar uma pasta digital com os documentos mais importantes. Outra possibilidade é apresentar alguns materiais durante reuniões de equipe, utilizando o conteúdo como ponto de partida para revisar práticas já existentes. Dessa forma, o aprendizado não fica restrito ao ambiente virtual e pode contribuir diretamente para aperfeiçoar o atendimento oferecido à população.

Como aplicar o aprendizado na unidade de saúde

Depois de cada módulo, o participante pode escolher uma mudança simples para colocar em prática. Ao estudar avaliação nutricional, por exemplo, a equipe pode revisar como as medidas são registadas. Depois de abordar insegurança alimentar, pode incluir perguntas mais objetivas no acolhimento. Ao conhecer estratégias de organização da rede, o serviço pode analisar como estão sendo realizados os encaminhamentos e se existe retorno das informações após o atendimento especializado.

Quando vários profissionais da mesma unidade participam da capacitação, existe uma oportunidade de criar procedimentos mais padronizados. A equipe pode discutir critérios de risco, responsabilidades, frequência de acompanhamento e formas de localizar usuários que interromperam o tratamento. Mudanças pequenas, quando acompanhadas de forma contínua, podem gerar resultados importantes na prevenção e no cuidado nutricional.

  • 👶 Revisar o fluxo de atendimento de crianças e gestantes.
  • 📞 Localizar usuários que faltaram às consultas de acompanhamento.
  • 📅 Definir critérios para retornos em intervalos menores.
  • 💬 Melhorar a comunicação entre os profissionais da unidade.
  • 👥 Organizar discussões de casos com a equipe multiprofissional.
  • ✅ Acompanhar se os encaminhamentos foram realmente concluídos.

Articulação com outros serviços fortalece o cuidado

As causas da desnutrição nem sempre podem ser resolvidas apenas dentro de uma unidade básica. Algumas famílias enfrentam desemprego, moradia inadequada, ausência de saneamento ou dificuldade para acessar benefícios sociais. Nesses casos, a atuação conjunta com assistência social, educação e programas de segurança alimentar torna-se indispensável. O curso destaca a importância do trabalho intra e intersetorial para atender populações vulneráveis.

Uma ação prática é mapear os equipamentos disponíveis no território, como centros de assistência social, escolas, bancos de alimentos, cozinhas comunitárias e projetos locais. Esse levantamento permite realizar encaminhamentos mais objetivos e acompanhar se o usuário conseguiu acessar o apoio indicado. Também evita que a família seja enviada de um serviço para outro sem receber uma resposta efetiva.

Quem pode participar do curso gratuito

O público prioritário inclui gestores e profissionais da Atenção Primária à Saúde, como médicos, enfermeiros, nutricionistas, técnicos, agentes comunitários, assistentes sociais e integrantes de equipes multiprofissionais. Entretanto, não existe restrição de acesso. Estudantes e demais interessados em saúde pública, alimentação e nutrição também podem realizar a matrícula.

As inscrições abertas são especialmente relevantes para quem deseja compreender melhor como a desnutrição deve ser identificada, prevenida e acompanhada dentro do SUS. Além de ampliar o conhecimento técnico, a capacitação pode ajudar a melhorar registos, encaminhamentos, atividades educativas e estratégias de cuidado desenvolvidas nos municípios.

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Como o acompanhamento nutricional de crianças e gestantes é realizado no seu município? A equipe de saúde possui um fluxo definido para identificar situações de risco? Quais dificuldades são mais comuns no seu território: insegurança alimentar, falta de equipamentos, ausência de profissionais ou baixa adesão ao acompanhamento? Compartilhe sua experiência nos comentários e conte se pretende participar dessa formação.

Perguntas frequentes sobre o curso

O curso é gratuito?

Sim. A capacitação é oferecida gratuitamente pela UNA-SUS/UFSC em parceria com o Ministério da Saúde e a Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição.

Qual é a carga horária?

O curso possui carga horária total de 45 horas e pode ser realizado a distância.

Quem pode fazer a matrícula?

Qualquer pessoa interessada pode participar. O público prioritário é formado por gestores e profissionais da Atenção Primária à Saúde.

Até quando as inscrições estarão disponíveis?

De acordo com as informações da oferta, as matrículas podem ser realizadas até 31 de outubro de 2026.

Quais conteúdos são apresentados?

A formação aborda desnutrição infantil e gestacional, insegurança alimentar, avaliação nutricional, prevenção, diagnóstico, tratamento, recuperação, reabilitação e organização do cuidado no SUS.

Onde acessar o curso?

O acesso pode ser realizado pelos botões disponíveis neste artigo, que direcionam para a página oficial da oferta na plataforma UNA-SUS.

Os prazos, as regras de participação e as condições de acesso podem ser atualizados pela instituição responsável. Consulte sempre a página oficial antes de realizar a matrícula.

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