Sargento suspeito de matar homem a mando da esposa da vítima, no Ceará, será investigado pela CGD

Legenda: De acordo com a Polícia Civil, o autor dos disparos foi o sargento João Genival Martins, que estava afastado da Polícia Militar à época, devido a uma licença médica - Foto: Natinho Rodrigues

O genro da mulher teria intermediado a contratação do policial militar para o crime de pistolagem, segundo a Polícia Civil

Um policial militar suspeito de ter matado um homem a mando da esposa da vítima, em outubro de 2019, em Porteiras, no interior do Ceará, será investigado pela Controladoria Geral de Disciplina (CGD). 

O controlador geral de disciplina, Rodrigo Bona Carneiro, determinou o afastamento funcional do sargento João Genival Martins no último dia 9 de novembro.

Também na decisão, Rodrigo Bona Carneiro instaurou um Conselho de Disciplina em desfavor do agente e designou a 7ª Comissão de Processo Regular Militar para instruir o processo regular.

ENTENDA O CASO

A vítima, Arlindo Belo da Silva Júnior, de 30 anos, que não tinha antecedentes criminais, voltava de uma festa e caminhava no entorno do estádio de Porteiras, quando foi surpreendido por um homem armado. Na ocasião, Arlindo Belo foi baleado e morto.

De acordo com a Polícia Civil, o autor dos disparos foi o sargento João Genival Martins, que estava afastado da Polícia Militar à época, devido a uma licença médica.

ESPOSA E GENRO TRAMARAM PLANO

Segundo as investigações, a ação criminosa teria sido planejada pela esposa da vítima, Iraci Soares de Oliveira, devido a problemas no relacionamento do casal.

O genro da mulher, Madey Aparecido Bernardino Medeiros, teria intermediado a contratação do policial para o crime de pistolagem. Iraci e Madey foram presos em março de 2020.

Dias depois da ação criminosa, o militar foi preso em flagrante na posse de uma arma de fogo sem registro, em um bar em Porteiras. Ele foi levado à Delegacia de Brejo Santo, autuado e liberado.

COMPARAÇÃO BALÍSTICA

Mas, no curso da investigação do crime de pistolagem, o revólver apreendido com o agente foi submetido a uma comparação balística.

O exame comprovou que a arma de fogo que estava com o policial militar foi a mesma utilizada para matar Arlindo Belo.

Em agosto de 2020, o sargento foi capturado ao se apresentar à Delegacia de Homicídios de Juazeiro do Norte.

Escrito por Itallo Rocha/Diário do Nordeste


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