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PM suspeito de matar colega de farda durante assalto em Fortaleza é solto e volta ao trabalho

Legenda: O soldado morreu após ser baleado durante assalto no bairro Quintino Cunha - Foto: Reprodução

O suspeito de latrocínio virou réu na Justiça por deserção, em razão de faltar ao trabalho enquanto era procurado pela Polícia.

O soldado da Polícia Militar do Ceará (PMCE) Gustavo Henrique de Sousa Freitas, suspeito de matar o também soldado PM Antônio Cardone Rodrigues durante um assalto em Fortaleza, em janeiro deste ano, foi solto pela Justiça Estadual e já retornou ao trabalho na Corporação.

Em nota, a PMCE informou que "foi expedido um Alvará de Soltura pela Vara de Auditoria Militar e cumprindo determinação legal o referido policial foi posto em liberdade. Atualmente, o PM está cumprindo funções administrativas em um quartel na capital".

Questionada sobre o caso, a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) informou que "a Delegacia de Assuntos Internos (DAI) concluiu o inquérito que apura a morte do PM Antônio Cardone, ocorrida no Bairro Quintino Cunha, com o indiciamento do policial militar Gustavo Henrique Freitas por latrocínio (art. 157, do Código Penal). O inquérito foi remetido à Justiça". 

"A CGD instaurou, ainda, processo disciplinar para apuração na seara administrativa, estando este, atualmente, em trâmite processual", completou a Controladoria.

O processo do latrocínio tramita na Justiça Estadual em segredo de justiça. A reportagem apurou que a soltura de Gustavo Henrique se deu em razão da demora da investigação em responder a um questionamento da Vara de Auditoria Militar do Ceará.

Em outro processo, o soldado Gustavo Henrique de Sousa Freitas virou réu na Justiça pelo crime de deserção, no último dia 3 de junho. O militar é acusado de se ausentar do trabalho por 8 dias, justamente enquanto era procurado pela Polícia pelo latrocínio do colega de farda, entre os dias 31 de janeiro e 9 de fevereiro deste ano.

POLICIAL MILITAR FOI ENCONTRADO NO PIAUÍ

O soldado Antônio Cadorne Rodrigues Júnior foi baleado e morto em um assalto ocorrido no bairro Quintino Cunha, em Fortaleza, na madrugada de 31 de janeiro último. O PM estava com a namorada em um veículo, quando foi abordado por criminosos e reagiu. Um adolescente, suspeito de participar do assalto, também foi baleado e morto.

No dia 11 de fevereiro, o PM Gustavo Henrique foi preso em Teresina, no Piauí, pelo latrocínio. Um suspeito de colaborar com a fuga do agente de segurança também foi detido, mas não teve a identidade revelada.

Os mandados de prisão temporária contra a dupla, além de mandados de busca e apreensão, foram cumpridos pela DAI, da CGD; pela 11ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil do Estado do Ceará (PC-CE); e pela Coordenadoria de Inteligência (Coin), da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

Outro homem chegou a ser preso sob suspeita de participar do latrocínio, mas foi solto em audiência de custódia. A 17ª Vara Criminal - Vara de Audiências de Custódia relaxou a prisão em flagrante por entender que houve uma "ilegalidade na suposta situação de flagrância (ausência de indícios suficientes de autoria delitiva)".

A própria Polícia Civil do Ceará pediu pelo relaxamento da prisão de Francisco Anderson Silva Santos Ferreira, conhecido como 'Iceberg', de 27 anos, por falta de indícios da sua participação no latrocínio. Ele havia sido apontado como um dos autores do crime pelo adolescente que foi baleado e não resistiu ao ferimento.

Escrito por Messias Borges e Jéssica Costa/Diário do Nordeste

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