Mães da Segurança Pública: mulheres que compartilham o amor pela maternidade e por suas profissões

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Foto: Reprodução/SSPDS

Sinônimo da mais verdadeira forma de amor, alguns dizem que elas são todas iguais e que só diferem no endereço, mas a verdade é que toda mãe é única e singular. Em alusão ao Dia das Mães, neste 8 de maio, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS/CE) apresenta as histórias de sete profissionais de segurança que dividem o tempo em cumprir duas missões importantes: dedicar-se aos filhos e proteger à sociedade cearense.

Policial militar há mais de 27 anos, a tenente-coronel Fátima de Paula, que trabalha como assessora na Assessoria de Comunicação (Ascom) da Polícia Militar do Ceará (PMCE), afirma que se sente muito honrada pela missão. “É muito gratificante ser a primeira mulher a ocupar o posto que foi ocupado por vários homens, que também realizaram um trabalho brilhantemente.” Ela, que é mãe de uma menina e um menino, comentou que se sente muito feliz. “Ser mãe é uma das maiores realizações de uma mulher. Deus me deu esse dom e essa benção de eu ter sido mãe de um casalzinho e eu sou muito feliz e muito realizada”, enfatizou a militar.

Sobre o amor pelos filhos e o orgulho que eles sentem por ter uma mãe PM, a oficial completou. “Eu amo os meus filhos, é o meu complemento de vida. Eles são muito fãs tanto do pai, que também é militar, quanto da minha pessoa. Eles ficam orgulhosos de ter os pais policiais militares cuidando das pessoas, cuidando da segurança pública, servindo e protegendo a sociedade”, finalizou a tenente coronel.

A inspetora da Polícia Civil do Estado do Ceará (PC-CE), Elisângela Chayn, que integra o quadro da Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza (DDM-For), compartilhou a sua experiência com a maternidade. Ela, que tem um filho de cinco anos chamado Álvaro, afirmou que é difícil conciliar as duas coisas, mas que separa bem o trabalho da profissão. “É muito difícil você fazer com que um lado não afete o outro, mas eu procuro trabalhar isso, de modo que eu busque um equilíbrio”, afirmou. Ela, que tem 15 anos de Polícia, incluindo uma passagem pela PMCE, hoje atua como inspetora chefe e comenta que já sente um orgulho no filho quando ele fala sobre a mãe ser policial. “Eu sinto que ele já sente uma proteção, um orgulho, quando ele diz que a mamãe é policial”, comentou.

Foto: Reprodução/SSPDS

A policial civil deixou ainda uma mensagem ao filho. “Tudo o que eu mais quero na vida é que Deus dê para ele, na vida que a gente vive hoje, dessa inversão de valores, é que Deus dê sabedoria a ele, maturidade e discernimento para ele saber o que é certo, que ele seja um homem de caráter e caminhe com fé, junto com Deus. Que ele seja íntegro, cheio de amor e que tenha esperança, fé e sabedoria para lidar com tudo na vida”, desejou.

A doce espera

Outra história de inspiração é contada pela inspetora da Polícia Civil do Estado do Ceará (PC-CE) Janaína Rodrigues. A servidora, que atua na Academia Estadual de Segurança Pública (Aesp) e que está grávida de cinco meses de gêmeos, falou sobre a importância do seu trabalho na instituição e a felicidade de alcançar o sonho da maternidade em dose dupla. A profissional está na doce espera de Heitor e Maria Alice.

Foto: Reprodução/SSPDS

“Acho excelente a possibilidade de atuar na formação de profissionais que se tornarão meus colegas. O fato de já ser apaixonada pelo que faço, facilita. E a instituição colabora e ajuda muito. É uma profissão exemplar. Eu vou fazer, eu vou ensiná-los a ter orgulho. Nós ensinamos nossos filhos a visão do mundo e eu vou mostrar que é sensacional, que é bom”, disse ela.

Para o futuro, a inspetora e mãe de primeira viagem deixou uma mensagem que seus pais costumavam falar. “Minha filha, honestidade, caráter e bondade acima de tudo e o amor, que conduz a vida. Então, se você não tiver amor por tudo e por todos à sua volta, você não consegue evoluir, não consegue seguir na sua vida”, concluiu a inspetora.

Trabalho em dose dupla

A major Juliany Freire, lotada no Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE), atua há 16 anos no Colégio Militar do Corpo de Bombeiros Escritora Rachel de Queiroz (CMCB-ERQ). Ela, que já estudou na mesma instituição, comentou que tem dois filhos, Talita e Virgílio. A servidora falou sobre a experiência de dividir o seu tempo em cuidar dos filhos e exercer a profissão.

Foto: Reprodução/SSPDS

“Tanto a maternidade quanto a profissão em si são dois tipos de sacerdócio que exigem bastante da nossa dedicação, posso até dizer que integralmente. São coisas que eu amo fazer, não vou romantizar e dizer que é fácil, mas justamente por amar tanto, acaba fluindo. Quando a gente vê o resultado do nosso trabalho, do esforço com os nossos filhos, vendo eles crescendo saudáveis, faz a gente achar que vale a pena”.

A bombeira militar falou ainda que vê muito a figura da maternidade vinculada à da atuação como profissional de segurança. “A maternidade nos torna um ser que cuida, da mesma forma que um profissional tem como missão zelar, servir, proteger e salvar. Eu vejo que a maternidade me aprimora como ser humano e como profissional”, disse ela.

Em 2017, a servidora participou da elaboração de uma portaria que assegura direitos para as gestantes e para as lactantes, sem a necessidade de concorrer a uma escala de serviço operacional, o que possibilitou o acompanhamento pré-natal de mães e pais e a redução do impacto na amamentação de filhos recém-nascidos.

Mãe em tempo integral

Atuante na Gerência Administrativo Financeira (Gefin) da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp) desde 2018, a gerente administrativa Sheiliane Sales tem uma filha de 4 anos, a Alice, e está grávida de um menino, João Lucas. Ela afirmou que conciliar a maternidade requer muita ajuda, já que a filha já frequenta a escola. “Aqui na Supesp é muito acolhedor pela questão de maternidade, nunca tive problemas se precisar ajustar horários, mas é desafiador pelas demandas, porque temos as mesmas 24 horas para resolver tudo”, afirmou.

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A gerente afirmou que tem muito orgulho de seu trabalho e espera que seus filhos também se sintam muito orgulhosos. “A minha filha já visitou a Supesp, acompanhou o trabalho, conhece todo o mundo. Então, eu tento sempre fazer essa conciliação, para ela ver o que a gente faz e conhecer as demandas de quando a mamãe tá fora”, disse. Como desejo para o futuro, ela deixou uma mensagem aos filhos. “Eu espero que eles vejam em mim um exemplo de caráter, de auxiliar a sociedade, por isso que eu acredito tanto no serviço público, porque eu acho que é um dos meios que a gente tem de interferir, de ajudar a sociedade como um todo, e que influencie, impacte na vida deles também. Eu espero que eu seja essa inspiração para eles se tornarem pessoas tão livres e tão ou mais felizes do que eu”, finalizou.

Voando Alto

Primeira mulher comandante de aeronave na Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) da SSPDS, a capitã da PMCE Lívia Marinho, falou sobre os desafios de ser mãe de dois filhos e trabalhar pilotando aeronaves. A capitã da Ciopaer destacou ainda que; apesar de a maternidade exigir muito, já que os dois filhos têm idades próximas, ela sempre teve muito suporte de familiares.

“Foram 16 anos de estudo, abnegação, noites em claro. Estudava na hora que tinha livre. Meus filhos são a minha inspiração para tentar ser cada vez melhor. São muito orgulhosos dos pais que têm. Os amiguinhos e professores já sabem que os pais são super heróis e que a mamãe pilota helicóptero”, completou.

Foto: Reprodução/SSPDS

Para os filhos e todas as crianças, a capitã dedicou uma mensagem. “Digo que os problemas do mundo não são fáceis, mas devemos fazer a nossa parte da melhor e mais honesta maneira, e sempre alegres, porque foi assim que Papai do Céu nos ensinou”, finalizou a capitã da Ciopaer.

Missão cumprida

Na Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), a perita drª. Claudia Aragão, do Núcleo de Perícias Documentoscópicas, atua há 27 anos na profissão, tendo começado em perícias externas. Ela tem dois filhos e falou sobre as dificuldades durante a infância dos dois, que hoje são adultos. “Era um malabarismo. Uma vez, a minha filha adoeceu e eu tive de levar também o menino para o hospital, onde passamos a noite. No outro dia, eu tinha de estar no trabalho logo de manhã cedo. Aconteceu também de eu ter de viajar e ele estava doentinho, então eu ia no avião chorando ao deixá-los com o pai ou com a minha mãe. Hoje eles estão crescidos, ele é policial federal em outro estado e ela está se formando em medicina”, afirmou a servidora.

Foto: Reprodução/SSPDS

A perita criminal diz sentir-se realizada tanto pela maternidade como por trabalhar com o que gosta. “Posso dizer que sou uma pessoa realizada. Eu acho que eu realizei no limite o que eu podia fazer. A gente se cobra, às vezes, tanto de um lado quanto do outro, mas o que eu vejo deles, quem eles são hoje, e o que eu tenho guardado comigo aqui na Pefoce, vale muito a pena”, finalizou ela.

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