Dia Internacional da Enfermagem: SSPDS compartilha história de enfermeiro que atua na Ciopaer em Juazeiro do Norte

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Foto: Reprodução/SSPDS

“Ajudar a salvar vidas é muito gratificante, principalmente, quando atuamos no resgate, onde encontramos os pacientes nas condições mais graves e conseguimos fazer a diferença entre a vida e a morte. A profissão de enfermagem me realiza em vários aspectos, pois me faz sentir útil à sociedade”. O depoimento apaixonado do enfermeiro José Lúcio de Souza Macedo (38) exprime o conceito essencial dessa profissão destinada ao cuidado com a saúde do ser humano: o de salvar vidas. Em alusão ao Dia Internacional da Enfermagem, neste 12 de maio, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE) conta a história de José Lúcio, que atua como enfermeiro no sistema de segurança do Estado. 

Graduado na profissão há 16 anos, Lúcio Macedo faz parte da equipe aeromédica da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) da SSPDS desde o ano de 2017. O trabalho desenvolvido faz parte de uma parceria existente entre a Coordenadoria da SSPDS e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Ceará, vinculado à Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa). 

“Tenho muito orgulho em participar do serviço aeromédico. Trabalho com profissionais incríveis, desde a equipe aeromédica, aos pilotos, tripulantes e apoio solo”, destacou o enfermeiro que atua nas diversas aeronaves da Ciopaer. Ele ainda destacou a importância da utilização das aeronaves em seu trabalho. “Desempenho minhas atividades, em especial, na E-145, pois essa aeronave permanece por mais tempo na nossa base de Juazeiro do Norte, onde fico com mais frequência”, ressaltou.

Ações de resgate e de transporte inter-hospitalar são as principais missões realizadas pela equipe aeromédica da qual o enfermeiro faz parte. Ele falou sobre as funções que realiza dentro da coordenadoria. “Nas ações de resgate, necessitamos remover o paciente de um lugar hostil, por exemplo, prestar o atendimento de saúde e transportá-lo a um hospital com a estrutura necessária para o cuidado que ele necessita. Já no atendimento inter-hospitalar, transportamos o paciente de um hospital (ambiente controlado) para outra unidade hospitalar, quando o local de origem não conta com estrutura suficiente para continuar os cuidados que o paciente precisa”.

Desafios vencidos

Foto: Reprodução/SSPDS

Um dos resgates mais marcantes na vida aeromédica do enfermeiro Lúcio Macedo foi a remoção simultânea de duas recém-nascidas prematuras da cidade de Cedro para Quixeramobim, em junho de 2020. “Essa ocorrência me marcou profundamente porque minha filha, ainda bebê, tinha falecido um mês antes. Então foi um desafio emocional. Cumprimos a missão com muita responsabilidade e profissionalismo. Além disso, foi uma missão inusitada para a nossa equipe: voar com dois recém-nascidos prematuros”, detalhou.

“Além de oferecermos recursos (materiais e equipamentos) em dobro, as atenções tanto minha como a do médico eram redobradas para com as duas crianças. Caso tivéssemos transportado apenas uma e retornasse em seguida para buscar a outra, havia um grande risco de a segunda não resistir”, relembra emocionado o enfermeiro.

Sonho realizado

Casado com a também enfermeira Juliana Macêdo, a vida os presenteou com a pequena Luna, nascida em abril deste ano. “Foi uma renovação de vida. Estamos muito felizes com a chegada dela. Depois do que aconteceu no passado, a vinda da Luna nos trouxe mais motivação às nossas vidas e alegria para toda a família”, comemora o profissional.

“Eu posso dizer que trabalhar no serviço aeromédico pra mim é um sonho realizado a cada plantão”, destaca o enfermeiro. A paixão do enfermeiro por sua profissão resultou na criação nas redes sociais de um perfil sobre o assunto. “O serviço aeromédico da Ciopaer me inspirou a levar um pouco da atividade aeromédica para o público amador dessa atividade”, destacou Lúcio Macedo ao informar que criou um perfil em uma rede social para publicar relatos do seu trabalho. 

Foto: Reprodução/SSPDS

Serviço aeromédico

As aeronaves da Ciopaer possuem a capacidade de transportar pacientes e dispõem de aparelhos que apenas o exército dos Estados Unidos da América e o clube de automobilismo alemão Allgemeiner Deutscher Automobil-Club (Adac) possuem. A coordenadoria dispõe ainda de duas aeronaves que possuem Unidade de Terapia Intensiva (UTI) embarcadas e são utilizadas para diversos trajetos para o atendimento aeromédico no Estado. Outros dois modelos H135, embarcados com equipamentos portáteis/móveis, também estão habilitados para realizar o serviço que salva vidas e encurta o tempo de socorro do traslado entre hospitais no Ceará.

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