Wesley confessa na Delegacia de Juazeiro o duplo crime de latrocíniocontra motoristas de aplicativo e Alisson silencia

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Delegado Giovane Morais concedeu entrevista ao Miséria (Foto: Guto Vital)

O Delegado de Polícia Civil em Juazeiro do Norte, Giovane Morais, falou ao Site Miséria sobre as investigações que culminaram na elucidação do duplo crime de latrocínio contra motoristas de aplicativo na região do Cariri. Seguem presos na cadeia pública de Juazeiro Wesley Wilkinson Anjos dos Santos, de 25, e o seu comparsa Alisson Barbosa da Silva, de 26 anos. O primeiro é réu confesso e o outro silenciou perante a autoridade policial.

Ambos são acusados de matarem e ocultarem os cadáveres dos motoristas José Renato Pereira dos Santos, de 36, que residia em Barbalha, e Francinildo Antonio de Paiva de Oliveira, de 48 anos, o “Neném” que morava em Aurora. Tão logo a Polícia Civil foi comunicada por familiares sobre o desaparecimento de “Neném”, passou a investigar o caso. Os agentes obtiveram informações sobre repasses de dinheiro solicitados pelos acusados.

De acordo com o delegado Giovane Morais, foram R$ 700,00 para a conta do próprio “Neném”, mais R$ 1,4 mil que foram parar na conta da mãe de Wesley e outros R$ 900,00 na conta da esposa de Alisson. A polícia até já tinha ampliado o leque das investigações consultando vários sistemas na busca de informações relevantes sobre com quem ele andava e por onde passou diante de uma linha de investigação bem avançada.

Nesse contexto, solicitaram a prisão temporária de Wesley quando os policiais já foram surpreendidos com novas informações apontando o desaparecimento de outro motorista no caso Renato Pereira e com “modus operandis” semelhante. O conteúdo investigativo foi redobrado e a polícia chegou à conclusão que os criminosos eram os mesmos. No fim de semana, foi deflagrada a operação quando a polícia prendeu Wesley e este apontou o comparsa Alisson e indicou o local da ocultação dos cadáveres.

O veículo Gol de cor branca foi recuperado em poder de um homem que vai responder por crime de receptação e os policiais recolheram ainda uma mulher. Essa foi ouvida como testemunha, posta em liberdade e o delegado Giovane Morais optou por manter em sigilo o conteúdo do seu depoimento. A polícia quer chegar a outros envolvidos e, no momento, promove a reanálise, tratamento e buscas de novas imagens a fim de robustecer ainda mais o Inquérito Policial antes de enviar ao Poder Judiciário.

  • Assista a entrevista concedida pelo Delegado de Polícia Civil, Giovane Morais, aos repórteres do Site Miséria Tony Sousa e Guto Vital.

Reportagem de Demontier Tenório/Agência Miséria

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