PM acusado de ameaçar ex-esposa enquanto ela estava com a filha nos braços é investigado pela CGD

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Legenda: Nessa quarta-feira (2), a CGD divulgou ter instaurado sindicância administrativa para apurar a conduta do agente. - Foto: Fabiane de Paula

O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou o policial militar. Nessa quarta-feira (2), a CGD instaurou sindicância administrativa.

Um cabo da Polícia Militar do Ceará (PMCE) acusado de agredir a ex-esposa agora é alvo de investigação também na seara administrativa. Nessa quarta-feira (2), a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) divulgou ter instaurado sindicância administrativa para apurar a conduta do agente.

Conforme publicação no Diário Oficial do Estado (DOE), a CGD considerou os vários registros de procedimentos na Delegacia da Mulher em desfavor do militar, também suspeito de ameaça e cárcere privado. O PM foi denunciado em 2020 pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) e atualmente está na condição de réu devido a um episódio protagonizado por ele contra a ex-esposa, na frente da filha do casal, em Maracanaú.

A mulher denunciou às autoridades que esteve com o cabo durante pouco mais de três meses, tiveram uma filha, e quando estavam separados ele foi até a casa delas a ameaçar. Ele teria chegado à residência exigindo que a ex desbloqueasse o celular. Com a recusa, o PM passou a ameaçá-la com uma pistola na cabeça dizendo: "se não desbloquear eu vou te matar".

Consta em documentos obtidos pela reportagem que o militar teria apertado o pescoço e os braços da vítima. A mulher disse ter conseguido sair de casa com a criança e se abrigado durante a madrugada na casa da mãe.

SAIU E VOLTOU FURIOSO

Pela manhã, o policial foi embora mas, conforme a vítima, logo "retornou furioso". Ele teria pego o chip do aparelho celular e instalou o aplicativo WhatsApp se utilizando do número dela. Fez chamadas de vídeo e leu mensagens da ex-esposa com outras pessoas.

Então ele voltou onde a família morava, quebrou o guarda-roupa, jogou as maquiagens dela fora e ainda efetuou disparos de arma de fogo em direção ao portão enquanto a mulher estava com a filha nos braços.

De acordo com o documento publicado pela Controladoria, após sofrer novas ameaças, a vítima procurou a Delegacia Metropolitana de Maracanú e registrou um novo boletim de ocorrência. Ele teria visto a ex chegar ao equipamento e saiu do local. 

"Ao retornar a sua residência, a noticiante percebeu o veículo do seu ex-companheiro parado no posto, que ao passar pelo local citado no veículo de sua família, o militar os seguiram e emparelhou o carro dele com o do pai da noticiante, baixou o vidro do carro e apontou a pistola em direção ao seu pai, fazendo menção que ia atirar. A declarante ficou com medo e se dirigiu a um posto da PRE, que tem nas proximidades de onde estava, que ao parar no posto de fiscalização ligou para a Ciops e pediu apoio policial até sua residência. Todavia, a noticiante declara que o seu ex-companheiro chegou em casa, por volta das 08h30min, e com pouco tempo saiu da residência deixando a declarante trancada dentro de casa, a qual para sair teve que gritar, pedindo ajuda aos vizinhos e aos seus pais, que arrombaram o portão"

Já na versão do policial, os hematomas no pescoço e nos braços da vítima foram decorrentes de um ato sexual entre o casal protagonizado naquela madrugada. Ele nega as agressões e diz que a denúncia se tratou de uma vingança da família da ex-esposa. 

A vítima chegou a solicitar medida protetiva, mas desistiu. No entanto, ela não tirou a queixa pelas agressões. A ação penal segue em andamento no Judiciário cearense. O nome do policial militar não foi citado na matéria para preservar a identidade da vítima.

Escrito por Emanoela Campelo de Melo/Diário do Nordeste

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