Família é expulsa de casa após criança atingir celular de membro de facção com bola em Fortaleza

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Legenda: Policiais militares foram à residência, que era alugada, e viram que os criminosos haviam levado todos os pertences pessoais da família - Foto: Thiago Gadelha

Segundo os pais do menino, o criminoso pediu R$ 800 para consertar o aparelho, e o casal falou que não tinha condições de arcar com o prejuízo

Um casal com quatro filhos foi expulso por membros de uma facção criminosa de um apartamento localizado em um conjunto habitacional do bairro Paupina, em Fortaleza, na noite dessa terça-feira (21). Nenhum suspeito foi preso ou apreendido. Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a Polícia Militar reforçou o policiamento na área após relatos de ameaças a moradores de um residencial da região.

De acordo com a família, o fato aconteceu porque, na semana passada, o filho mais velho do casal, de dez anos, estava jogando futebol.

Na ocasião, ele atingiu com a bola o celular de um integrante do grupo, e o aparelho ficou danificado. Segundo o carpinteiro e a esposa – que tem 26 anos e está grávida –, o criminoso pediu R$ 800 a eles para consertar o celular, e os dois falaram que não tinham condições de arcar com o prejuízo.

Assim, conforme o homem e a mulher, o membro da facção criminosa os ameaçou a família de morte se eles não dessem outro aparelho quanto antes.

Objetos pessoais

Eles relatam que saíram de casa levando alguns objetos pessoais, como roupas e documentos, e foram pedir ajuda à Polícia Militar.

Os agentes da instituição foram à residência, que era alugada, e viram que os criminosos haviam levado todos os pertences pessoais da família.

Desempregado

Ao Diário do Nordeste, o homem, de 30 anos, contou que trabalha como carpinteiro, mas que está atualmente desempregado. O aluguel, conta, era pago com o valor recebido do seguro-desemprego. As parcelas do benefício, no entanto, acabaram para ele.

Na noite dessa terça, a Polícia Militar buscava um abrigo para que pai, mãe e filhos pudessem ser acolhidos.

Posicionamento

A SSPDS disse que dez viaturas do Grupo de Apoio às Vítimas de Violência (Gavv) foram enviadas para a região. Segundo a Pasta,  a medida faz parte de um protocolo policial específico gerenciado pelo batalhão especializado para esse tipo de ocorrência.

"Além da parte ostensiva, a Polícia Civil do Estado do Ceará (PC-CE), por meio do 6º Distrito Policial (DP), realiza investigação. A pasta reforça que todos os casos que chegam ao conhecimento das Forças de Segurança são devidamente investigados pela PC-CE", diz a nota.

Escrito por Itallo Rocha e Rafaela Duarte/Diário do Nordeste

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