Novo ensino médio: escola de Juazeiro quer retorno 100% presencial e integral em 2022

O novo ensino médio começa a ser implementado em 2022 em todo o País, nas escolas públicas e privadas(foto: Freepik)

No novo formato, a principal mudança é que os alunos terão que cumprir os chamados itinerários formativos

O novo ensino médio começa a ser implementado em 2022 em todo o País, nas escolas públicas e privadas. O formato de ensino foi aprovado pelo Governo Federal em fevereiro de 2017. As mudanças vão começar pelo 1º ano. Em Juazeiro do Norte, na Região do Cariri cearense, o Colégio Salesiano São João Bosco planeja mudanças para o novo formato. Dentre as expectativas, está o retorno 100% presencial dos alunos em tempo integral.

Em entrevista ao jornalista Farias Júnior, da rádio CBN Cariri, nesta quarta-feira, 27, o diretor pedagógico do Colégio Salesiano São João Bosco, Marcos Severiano, comentou as medidas que já estão sendo adotadas pela instituição. “A carga horária aumenta, e o nosso aluno vai ter a possibilidade de estar escolhendo alguns caminhos, alguns itinerários para estar cursando e se preparando para os vestibulares”, disse.

Atualmente, conforme o diretor, os alunos estão passando pelo processo de aulas em tempo integral, ou seja, durante a manhã e à tarde. “Eles entram às 7 horas da manhã e saem por volta de 12h40min, de segunda a sexta-feira, e retornam à tarde. Atualmente, eles têm dois dias à tarde de aula e mais uma tarde de simulado que se estende até às 18 horas. Eles têm o turno da tarde voltado essas disciplinas dos anos anteriores para fortalecer a base”, informa.

No novo ensino médio, a principal mudança é que os alunos terão de cumprir os chamados itinerários formativos, que podem começar a ser ofertados ainda em 2022, mas só serão obrigatórios a partir de 2023. Eles são o conjunto de disciplinas, projetos, núcleos de estudo, formação técnica e profissional (FTP), entre outras situações de trabalho, que os estudantes poderão escolher, conforme o Ministério da Educação (MEC).

Os alunos também terão que dedicar mais horas ao ensino escolar. Das quatro horas atuais, elas passam para, no mínimo, cinco horas. A mudança já começa a valer no próximo ano.

Além disso, as disciplinas passam por uma mudança devido à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que reelaborou o currículo das escolas. As disciplinas passam a ser áreas de conhecimento similares às do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Elas serão:

  • - Linguagens e suas tecnologias;
  • - Matemática e suas tecnologias;
  • - Ciências da natureza e suas tecnologias;
  • - Ciências humanas e sociais aplicadas

As áreas vão abranger todas as disciplinas, não sendo nenhuma excluída do currículo atual.

Em relação aos itinerários formativos, eles serão optativos e serão compostos para o aluno aprofundar os conhecimentos nas áreas das disciplinas da grade curricular ou formação técnica e profissional (FTP). A expectativa do MEC é que o formato funcione da seguinte forma na prática: o aluno terá em sua grade as quatro áreas do conhecimento divididas por ano ou por semestre, a depender da escola, e poderá escolher uma disciplina extra para se aprofundar em uma das áreas ou na FTP. 

Ao final do ensino médio, o aluno irá receber o certificado de conclusão e certificado do curso técnico escolhido.

De acordo com o diretor pedagógico Marcos Severiano, a ideia é que o aluno possa ter uma autonomia maior, que ele aprenda e evolua no processo de tomada de decisões de escolhas. “O nosso aluno vai estar trabalhando ao longo do ensino médio dele caminhos e itinerários para fortalecer a preparação dele para esse mundo que ele vai está encontrando, como mercado de trabalho, desenvolvimento da comunicação, os preparando para esses desafios de vestibulares e olimpíadas, mas também dando a ele essa capacidade de senso crítico e de análise da realidade”, destaca.

O diretor também comenta que, atualmente, a educação infantil do colégio possui 98,9% do público presencial. No ensino fundamental até o ensino médio, são 96%. "Ainda tem alguns casos em casa em virtude de questões sanitárias de saúde, da própria família e que a gente precisa ponderar para este ano. Já para o próximo ano a expectativa é o retorno de 100% integral, com aluno presente na sala de aula", disse.

Autor Mirla Nobre/O Povo Online

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