Em Icó, tribunal condena pistoleiro acusado de matar mototaxista em pátio de hospital

Antônio Bruno Torquato Rocha foi condenado a 15 anos 1 mês e 15 dias de prisão (Foto: Reprodução/Richard Lopes)

De acordo com as investigações, a vítima, estava dentro de seu veículo, quando foi executada com vários tiros de pistola pelo condenado

O Tribunal Popular do Júri, reunido nesta terça-feira (26), no Centro Universitário Vale do Salgado (UniVS), em Icó, condenou o pistoleiro Antônio Bruno Torquato Rocha, de 27 anos, conhecido por ‘Bruno Barrão’, a 15 anos 1 mês e 15 dias de prisão pela morte do mototaxista Adriano Lima Cunha, assassinado na manhã do dia 26 de novembro de 2014, no pátio do Hospital Regional de Icó.

De acordo com as investigações, Adriano, a vítima, estava dentro de seu veículo, um Volkswagen Golf, quando foi executado com vários tiros de pistola por Bruno Barrão, que estava com um comparsa. Na fuga, em uma moto, o pistoleiro e o comparsa se envolveram em um acidente com outra motocicleta, vindo a cair.

Barrão foi preso no local do acidente, na época, por militares da Força Tática, que estavam nas imediações. No momento, o pistoleiro portava uma pistola calibre 380 e dois carregadores, um de 380 e outro de 45. O comparsa conseguiu fugir tomando uma motocicleta de assalto.

Durante as investigações, a polícia descobriu que Bruno Barrão era suspeito, em 2014, na cidade de Icó, de envolvimento em pelo menos outros cinco homicídios, nos quais as vítimas foram mortas com tiros de pistola na cabeça. A morte de Adriano foi encomendada por um aposentado, já falecido, dono de uma sucata, visando vingar a morte de seu neto, cujo mototaxista assassinado teria tido participação.

Os trabalhos do Tribunal Popular do Júri foram presididos pelo juiz Francisco Ireilton Bezerra Freire. Já o Ministério Público do Ceará (MPCE) foi representado pelo promotor Daniel Formiga Porto. O júri foi iniciado pela manhã e foi encerrado por volta das 19h30. Após o veredito, Bruno Barrão foi encaminhado de Icó para um presídio no Cariri.

Reportagem de Richard Lopes/Agência Miséria

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