Setembro Verde: Hospital Regional do Cariri (HRC) realiza mais de 20 doações de órgãos neste ano

Valéria Alves - Ascom HRC - Administração do Horto - Foto

Estátua do Padre Cícero recebe iluminação em alusão à campanha Setembro Verde até o fim deste mês

A Organização de Procura de Órgãos (OPO), que funciona no Hospital Regional do Cariri (HRC), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), conscientiza a população sobre a doação de órgãos na região. Até o mês de agosto deste ano, o equipamento já somou 21 doações – gesto que pode beneficiar mais de 50 pessoas que estavam à espera do ato de solidariedade. No ano passado, devido ao período pandêmico, foram apenas 33 doações. Em 2019, ano pré-pandemia da Covid-19, 97 doações de órgãos foram realizadas.

“A pandemia impactou nas doações, inicialmente devido ao número de potenciais doadores infectados pelo coronavírus, o que é proibitivo à doação, e de forma secundária pela sobrecarga e concentração de esforços de todo o sistema de saúde no controle da Covid-19. É extremamente importante retomarmos a quantidade habitual de doações. Para isso, já estão sendo empreendidos novos esforços de educação continuada junto ao sistema de saúde e reiterado o trabalho de horário integral da equipe da OPO Cariri na viabilização do processo de doação”, afirma Gustavo Martins, nefrologista e coordenador da OPO.

No Cariri, como parte da campanha Setembro Verde, que chama atenção para a importância da doação de órgãos e tecidos, a estátua do Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, recebe iluminação especial. A iniciativa é uma parceria da OPO com a administração do Horto. A luz verde que clareia o símbolo da região segue até o fim deste mês.

A doação de órgãos e tecidos é feita de forma voluntária e, diferentemente da doação de sangue, não há uma carteirinha ou registro em instituição que confirme o desejo de uma pessoa em se tornar um doador. Daí vem a importância de conscientizar a população e de explicar para os voluntários a necessidade de falar sobre o tema com os familiares – em casos de doações após a morte do parente.

Nesta situação, é a família que autoriza ou não a doação de órgãos a partir do momento em que é confirmada a morte encefálica. Após isso, coração, os dois pulmões, o fígado, os dois rins, o pâncreas e o intestino podem ser doados. Em vida, no entanto, pode ser realizada a doação de rim, medula óssea, pâncreas, fígado e pulmão – estes três últimos de forma parcial. Cada caso é diferente e a avaliação é feita por uma equipe especializada.


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