“Cigano” é baleado no Cariri na presença da filha de 8 anos em Milagres

"Cícero Cigano" foi socorrido ao Hospital de Milagres (Foto: Reprodução/Google)

Ele deu entrada no hospital local por volta das 15 horas desta quinta-feira (9) apresentando perfurações à bala no tórax.

Uma tentativa de homicídio mediante suposto crime de pistolagem foi registrada na tarde desta quinta-feira no município de Milagres na região do Cariri. Por volta das 15 horas deu entrada no hospital local um homem apresentando perfurações à bala no tórax e ali esteve uma Patrulha da PM com o Sargento Inaldo e os Soldados L. Neto, Lourival e Nogueira se deparando com Cícero Edson Silva de Sousa, de 28 anos, o “Cícero Cigano”, residente na Rua Padre Ibiapina do Conjunto Habitat 1 naquele município.

Ele responde procedimentos por furtos e falsidade ideológica e, segundo testemunhas, bateram à porta chamando a vítima quando dois homens adentraram o imóvel. Na presença de uma filha de 8 anos, um deles segurou “Cigano” e outro ordenou que a vítima ficasse de costas e calado efetuando em seguida os disparos, fugindo à pé na direção do Conjunto Habitacional Valadares.

Nas diligências, os policiais militares apuraram que um dos principais suspeitos seria Francisco Fagner Martins de Sousa, o “Cabeção”. Este teria agido por suposta determinação de uma pessoa identificada apenas por “Ruan”, filho de “Brinquedo” – morto numa troca de tiros com a PM na Bahia – e que o motivo seria a rivalidade pelo tráfico de drogas.

Uma das prisões de “Cigano” aconteceu no dia 2 de julho de 2017 quando morava no Bairro Renê Lucena em Brejo Santo por onde trafegava num veículo Corsa Sedan Maxx de cor branca o qual foi interceptado. Os PMs seguiram com o acusado até sua residência, onde encontraram um tablet, R$ 520,00 em dinheiro, um Play Station, um computador onde eram feitas as notas falsificadas, folhas impressas com selos e sete placas de motos.

Na época, a polícia informou que ele e outras pessoas integram uma quadrilha responsável por roubos e furtos de motos, além da falsificação de documentos dos veículos por meio de notas fiscais frias. Segundo a polícia, no computador do mesmo, havia um programa para a confecção das notas fiscais de outros veículos em que o acusado inseria o número do Chassi e dados dos veículos furtados bem como nomes aleatórios de pessoas e colocavam um selo de autenticidade igualmente falsificado.

Desta forma, os veículos eram vendidos em cidades próximas ou até trocados por armas de fogo. Os valores das motos variavam entre R$ 1.000,00 e R$ 1,2 mil com a promessa da entrega de documentos aos compradores. “Cícero Cigano” disse não ser difícil a prática dos furtos pelo fato dos donos das motos facilitarem bastante. Na época foram recuperadas seis motos levadas de seus donos em Brejo e Mauriti.

Reportagem de Demontier Tenório/Agência Miséria

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