Julho terminou com 13 homicídios em Juazeiro e o ano é 78% menos violento

"Bibiu" foi assassinado no bairro do Socorro, enquanto Evandro tombou sem vida no São José, “Nego Ciço” no Triângulo, Lorhann no Jardim Gonzaga, além de Edson e Diego no bairro Santa Tereza (Reprodução)

O mês de julho último foi o mais violento do ano. Mesmo assim, determinando uma queda acentuada e tornando o ano bem menos violento.

Com 13 homicídios em dez bairros, o mês de julho teve quatro assassinatos a mais que junho representando acréscimo de 30,7% na matança em Juazeiro. Já na comparação com julho de 2020 foram cinco homicídios a menos, porquanto àquele mês do ano passado teve 18 assassinatos ou 38,5% a menos para o sétimo mês deste ano. Assim, estamos com 10 homicídios em janeiro, cinco em fevereiro, dois em março, 10 em abril, seis em maio, nove em junho e 13 no mês passado.


Segundo levantamento feito pelo Site Miséria, em julho os bairros onde houve o registro de homicídios foram Santa Tereza (04 ou 31% do total) e os demais no Socorro, Antonio Vieira, São José, Horto, Triângulo, João Cabral, Jardim Gonzaga, Lagoa Seca e Frei Damião. Com isso, no acumulado do ano, o bairro Frei Damião lidera como o mais violento com nove homicídios ou 16% do número de assassinatos em Juazeiro.

O mês de julho último foi o mais violento do ano. Mesmo assim, determinando uma queda acentuada e tornando o ano bem menos violento. Em 2020, eram 98 assassinatos nos primeiros sete meses contra 55 este ano ou 43 a menos representando um decréscimo na ordem de 78% na violência. Eis a relação dos homicídios registrados no decorrer do mês passado em Juazeiro:

Dia 02 – Marcelo Martins Soares Silva, de 28 anos, o “Bibiu”, que residia na Rua do Limoeiro (Franciscanos), foi morto a tiros por dois homens numa moto perto da Praça Cônego Climério no cruzamento das ruas Alencar Peixoto e Santa Cecília (Socorro). Ele era usuário de drogas e respondia por crimes de assalto e violência doméstica.

Dia 06 – Cícero Cleison Teles Pereira, de 17 anos, que residia no bairro Antonio Vieira, morreu num confronto com a polícia no cruzamento da Rua Poeta José Bernardo da Silva com a Avenida Paulo Maia naquele bairro. Ele e seu comparsa roubaram uma moto no Sítio Mata dos Limas em Barbalha e vieram praticando novos assaltos quando, na intervenção policial, foi atingido e seu comparsa fugiu abandonando a moto no Anel Viário.

Dia 07 – Evandro Lucas Cepriano, de 23 anos, que residia na Rua José Sobreira da Cruz no centro de Missão Velha e trabalhou como crediarista, foi morto a tiros na Rua Jacinta Tavares Lopes (São José). Ele era usuário de drogas e pilotava sua motoneta de cor vermelha sem placa quando foi abordado por um casal noutra moto o qual tomou o seu veículo e o assassinou.

Dia 08 – Francisco Severino de Souza, de 54 anos, o “Severo do Bar” ou “Atinha” que residia na Rua Padre Jezu Flor (Horto), foi morto a tiros por homens num carro vermelho alguns metros de sua casa em frente ao quadro da Ceia Larga na via que contorna a estátua de Padre Cícero na Colina do Horto. Ele era comerciante, foi atleta do futebol amador e respondia por crime de violência doméstica.

Dia 09 – Cícero Alves da Silva, de 58 anos, o “Nego Ciço”, que residia na Rua Manoel Casimiro do Conjunto Prourb (Triângulo) e era açougueiro, foi morto a tiros por dois homens numa moto na Rua Francisco Monteiro naquele bairro. Ele era açougueiro, foi volante do Treze do futebol amador de Juazeiro e respondia por porte ilegal de arma de fogo. Saíram baleados Ednaldo Bento Matias, de 64, e José Soares da Silva, de 61 anos, que residem no local da ocorrência e não tem passagens pela polícia.

Dia 11 – Wallison Feitosa Nunes, de 22 anos, que residia na Rua Perpetua Carneiro da Cunha (João Cabral), foi morto a tiros por dois homens numa moto. O crime aconteceu na Rua Osana Pereira naquele bairro e ele não tinha passagens pela polícia.

Dia 19 – Edson da Costa Pereira, de 40 anos, que residia na Rua José Marrocos (Santa Tereza) foi morto a tiros em frente à sua casa por dois homens numa moto. Ele respondia procedimento por crime de tráfico de drogas.

Dia 22 – Lorhann Ferreira Silva, de 21 anos, que residia na Rua Maria Diva de Carvalho (Triângulo), foi morto a tiros dentro de uma casa na Rua 31 de Março (Jardim Gonzaga). Ele usava tornozeleira eletrônica e respondia vários procedimentos por crimes de tráfico de drogas.

Dia 23 – Webson Gomes de Freitas, de 29 anos, era morador de rua e foi morto a tiros dentro da cabana onde dormia na Avenida Carlos Cruz às margens da via férrea perto do Hiper Bompreço no bairro Santa Tereza. Ele era usuário, testemunha do tráfico de drogas, respondia por assaltos a mão armada, arrombamento e foi vítima de atentado à faca num bar na Rua Delmiro Gouveia (Santa Tereza) no dia 16 de janeiro de 2019.

Dia 24 – Almir de Freitas Silva, de 30 anos, que era flanelinha e residia na Avenida Ailton Gomes (Lagoa Seca) em Juazeiro, morreu no Hospital Regional do Cariri, onde estava internado desde o dia 27 de junho quando foi lesionado a tiros perto de sua casa. Ele usuário de drogas e respondia por crimes de furtos simples, arrombamentos, roubos, falsidade ideológica e violência doméstica.

Dia 27 – José Diego dos Santos Oliveira, de 24 anos, que residia na Rua São Cosme (Santa Tereza) e trabalhou como mecânico, morreu no Hospital Regional do Cariri para onde tinha sido socorrido no dia anterior após ser lesionado a tiros na cabeça quando trafegava pela Travessa São Damião a caminho de casa. Ele respondia por crimes de tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.

Dia 30 – Cícero Romão Bezerra da Silva, de 31 anos, que residia na Rua Maria de Lourdes Soares (Frei Damião) e trabalhou como metalúrgico, foi morto a tiros dentro de uma casa onde estava na Rua Severina Lindalva Soares naquele bairro. Ele era usuário de drogas e respondia por crime de violência doméstica

Dia 31 – Francisco Alisson Silva Ferreira, de 34 anos, o “Buguinha” que residia no bairro Campo Alegre, foi morto a tiros na Rua Rui Barbosa perto do cruzamento com a São Pedro (Santa Tereza). Ele era usuário de drogas e respondia por crimes de trânsito, assalto, formação de quadrilha e foi testemunha de um crime de latrocínio.

Reportagem de Demontier Tenório/Agência Miséria

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