Advogado acusado de integrar facção e flagrado com bilhetes na porta do presídio é mantido preso

Legenda: O advogado foi abordado por policiais penais na saída da unidade prisional. Os bilhetes passaram por perícias

Alaor Patrício Júnior foi preso três vezes em menos de dois anos. A decisão, conforme o juiz, é forma de resguardar a ordem pública

O advogado Alaor Patrício Júnior deve permanecer preso. A decisão pela manutenção da prisão foi proferida pelo magistrado da Vara de Delitos de Organizações Criminosas da Comarca de Fortaleza e divulgada no Diário da Justiça Eletrônico dessa segunda-feira (23). O advogado já foi detido pelo menos três vezes por policiais, estando em cárcere desde março deste ano.

De acordo com investigações e denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE), Alaor integra uma facção criminosa. Em 2019, ele foi flagrado com quase 20 bilhetes contendo mensagens de integrantes de organizações criminosas na porta da Casa de Privação Provisória de Liberdade Agente Elias Alves da Silva (CPPL IV), em Itaitinga, Região Metropolitana de Fortaleza.

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A defesa do acusado alegou na Justiça excesso do tempo de prisão, mas o juiz levou em consideração o parecer ministerial, entendeu que não há excesso de prazo e acrescentou que a prisão preventiva é forma de resguardar a ordem pública.

"Observa-se que não há demora na condução do processo e que este nãopermaneceu paralisado em nenhum momento anteriormente. Na verdade, a marcha processual está em pleno andamento, não havendo que se falar em ilegalidade"

HISTÓRICO DE ALAOR

Em menos de dois anos, Alaor foi preso três vezes no Ceará. A última prisão aconteceu em março, no bairro Damas. No mesmo mês, o advogado se tornou réu na Justiça pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas, organização criminosa e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

A captura do advogado com mais repercussão foi na Região Metropolitana. Ele estava prestes a sair da CPPL IV após ter se encontrado com quatro detentos do prédio, quando foi detido. Alaor disse em depoimento que foi obrigado a entregar os bilhetes "pois teme por sua vida" e que não poderia dizer às autoridades quem vinha o ameaçando.

Fonte: Diário do Nordeste

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