Junho terminou com nove homicídios em Juazeiro e o ano é 90% menos violento

Ramon foi assassinado no bairro Cidade Universitária, enquanto “Antonio Miúdo” tombou sem vida no Campos Alegre e “Cigarrinha” no Triângulo (Foto: Reprodução)

O mês de junho último foi o terceiro mais violento do ano, sendo superado apenas por janeiro e abril com 10 homicídios cada.

Com nove homicídios em oito bairros, o mês de junho teve três assassinatos a mais que maio representando acréscimo de 33,3% na matança em Juazeiro. Já na comparação com junho de 2020 também foram três homicídios a mais, porquanto àquele mês do ano passado teve 12 assassinatos ou 25% a mais que o sexto mês deste ano. Assim, estamos com 10 homicídios em janeiro, cinco em fevereiro, dois em março, 10 em abril, seis em maio e nove no mês passado.

Segundo levantamento feito pelo Site Miséria, em junho os bairros onde houve o registro de homicídios foram Campo Alegre (02 ou 22% do total) e os demais no Horto, João Cabral, Frei Damião, Planalto, Cidade Universitária, Professora Geli de Sá Barreto e Triângulo. Com isso, no acumulado do ano, o bairro Frei Damião lidera como o mais violento com oito homicídios ou 19% do número de assassinatos em Juazeiro.

O mês de junho último foi o terceiro mais violento do ano, sendo superado apenas por janeiro e abril com 10 homicídios cada. Mesmo assim, determinando uma queda acentuada e tornando o ano bem menos violento. Em 2020, eram 80 assassinatos no primeiro semestre contra 42 este ano ou 38 a menos representando um decréscimo na ordem de 90% na violência. Eis a relação dos homicídios registrados no decorrer do mês passado em Juazeiro:

Dia 02 – Antonio José Valério Rodrigues, de 27 anos, que residia na Rua Lindalva Fernandes de Oliveira (Horto), morreu no Hospital Regional do Cariri. Na madrugada do dia 28 de maio ele foi baleado perto de sua casa. O mesmo respondia vários procedimentos por furtos e roubos em Juazeiro e Barbalha e já tinha sido submetido a exame de insanidade mental.

Dia 10 – Taciel Brito Santana, de 18 anos, que residia na Rua João Conrado Cruz (Triângulo), foi morto a tiros no cruzamento das ruas Das Flores e Pio Norões (João Cabral) por dois homens numa moto Honda Bros. Quando era menor de idade, ele já tinha sido preso com cocaína perto de sua casa.

Dia 10 – Simão Pedro de Sousa, de 30 anos, que residia na Rua Vigilante Francisco Bento Diniz (Frei Damião), morreu num dos leitos do Hospital Regional do Cariri (HRC). No dia 21 de abril ele foi baleado perto de sua casa por quatro homens que fugiram em duas motos e morreu 50 dias após no hospital para onde foi socorrido.

Dia 18 – Cosmo Silvestre da Silva, de 55 anos, que residia na Rua Sebastião Mariano (Tiradentes) e trabalhava como servente de pedreiro teve o cadáver encontrado num matagal na Rua Dr. Mauro Sampaio perto do Centro de Zoonoses no bairro Planalto apresentando marcas de violência a pedradas, principalmente na cabeça.

Dia 18 – Ramon da Silva Vieira, de 26 anos, que residia na Rua Monsenhor Lima (Salesianos) e era cinegrafista foi morto a golpes de faca na Rua Padre Antonio Almeida (Bairro Cidade Universitária). Ele era homossexual e a polícia descartou um caso de latrocínio porquanto a sua moto e pertences estavam próximos ao cadáver.

Dia 18 – Wanderson Ferreira da Silva, de 24 anos, que residia na Rua José Pereira (Bairro Bococó) em Iguatu e tinha várias passagens pela polícia morreu no HRC sete horas após ser lesionado com um tiro de espingarda calibre 12 perto da casa de sua mãe na Rua Otacílio Almeida (Campo Alegre). Ele respondia por arrombamentos em Icó e Iguatu e furto em Barbalha.

Dia 22 – Antonio Vicente da Silva, de 31 anos, o “Antonio Miúdo”, que residia na Rua João Paulo Pereira de Carvalho (Campo Alegre) foi morto a tiros por dois homens numa moto quando chegava em casa. Ele era usuário de drogas e respondia por crimes de violência doméstica, arrombamento numa borracharia e, no dia 3 de março de 2008, matou Francisco Roberto da Silva na Rua João Pedro de Barros no bairro Frei Damião.

Dia 23 – João Vítor de Sousa, de 27 anos, que residia no Sítio Gavião e era servente de pedreiro, morreu no Hospital Regional do Cariri. Na noite do dia 14 de junho ele foi baleado quando seguia para casa pilotando sua moto e passava pelo bairro Professora Geli de Sá Barreto, caindo ao lado do veículo a 150 metros de sua residência.

Dia 27 – Flávio Henrique Dantas dos Santos, de 33 anos, o “Cigarrinha”, que residia na Rua Eduardo Furtado, perto do Prourb (Triângulo), foi morto a tiros por “Rubinho” e “Isaias” numa moto. Ele respondia três crimes de lesões corporais contra Geraldo Soares da Silva (2008), além de Ana Caroline Silva do Nascimento, de 17, e Francisco Anderson da Silva, de 25 anos (2019).

Reportagem de Demontier Tenório/Agência Miséria

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