Estátua do Padre Cícero é reaberta para visitantes após quase três meses

Legenda: Apesar da abertura, as visitas estão restritas ao horário de 7h às 17h. - Foto: Foto: Antonio Rodrigues

O complexo voltou a funcionar com todos seus equipamentos. Número de visitantes ainda é discreto.

A estátua do Padre Cícero, cartão-postal de Juazeiro do Norte, foi reaberta para visitação no último sábado (3), após quase quatro meses. Localizada na Colina do Horto, o espaço permaneceu fechado para conter o avanço da Covid-19. Apesar da permissão, há restrição em 50% da capacidade de público e limitação da circulação do comércio ambulante no entorno do monumento. 

Desde a chegada da pandemia da Covid-19, no Ceará, esta é a primeira vez que o complexo do Horto funciona com todos seus equipamentos. Há uma semana, o Museu Vivo do Padre Cícero, no antigo Casarão do Horto, reabriu as portas após um ano e três meses. A Igreja Bom Jesus do Horto, onde acontecem algumas celebrações, já recebia fiéis. 

Apesar da abertura, as visitas estão restritas ao horário de 7h às 17h. Já o comércio pode abrir das 8h às 17h. No caso específico de fotógrafos e a chamadas “peneiristas” — vendedoras ambulantes de artigos religiosos — há um revezamento entre os dias que poderão trabalhar aos pés da estátua.

O diretor de Comunicação da Colina do Horto, Francisco Mário de Sousa, reforça que, desde o início da pandemia, buscou-se seguir todos os direcionamentos em combate à doença, seguindo orientações das autoridades governamentais e sanitárias. Para isso, foram colocados indicativos de distanciamento social em vários locais do complexo, incluindo a própria estátua, além de outros suportes como pias como água e sabão e álcool em gel para higienização das mãos.

“O nosso entendimento é que o combate à Covid-19 é algo coletivo. Embora tenhamos um suporte de pessoas para orientar e acompanhar, é importante que todos que venham ao horto tenham em mente que é necessária a colaboração para evitar aglomeração assim como outras situações que possam gerar contágio”. 

FRANCISCO MÁRIO DE SOUSA

diretor de Comunicação da Colina do Horto

Legenda: Os visitantes devem seguir as regras sanitárias para evitar aglomerações e propagação do vírus

Ansiosa para voltar ao Horto, a costureira Maria Darci Duarte não perdeu a oportunidade de visitar a estátua do Padre Cícero. De Barbalha, trouxe sua família para renovar a fé aos pés do santo popular.“A energia aqui é diferente. Estar mais perto do Padre Cícero traz alegria para a gente”, resumiu. 

No caso daqueles que sobrevivem a partir do turismo religioso, a reabertura representa a esperança:

“Vivi dias muitos difíceis com o Horto fechado. Recebi ajuda de familiares e  amigos. A gente depende disso. Nosso comércio é aqui”.

SEVERINA SILVA

comerciante paraibana , que trabalha vendendo artigos religiosos próximo ao monumento há 17 anos.  

FLUXO  

Antes da pandemia, a média diária de visitantes no Horto variava entre 3 mil a 5 mil pessoas em períodos regulares — durante as romarias chega a ser quatro vezes maior. Com a limitação, inclusive, das chamadas “caravanas”, que trazem fiéis de outros estados, mesmo longe da época dos eventos religiosos, a expectativa é que a média fique entre 300 a 500 pessoas.

Para evitar a concentração, nos fins de semana serão quatro celebrações no Horto, às 7h30, 9h, 10h30 e às 19h. “O número é justamente para atender e evitar aglomeração em apenas uma missa”, justifica Mário. Na Igreja Bom Jesus do Horto, que por ser um espaço aberto consegue receber até 2,5 mil pessoas, a capacidade máxima será de 300 devotos para possibilitar o distanciamento. 

Escrito por Antonio Rodrigues/Diário do Nordeste

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