Dobra o número de cidades cearenses na classificação mais baixa para o risco de transmissão da Covid

Legenda: A melhora é refletida na taxa de ocupação que está em queda há mais de um mês  - Foto: Divulgação/Prefeitura de Fortaleza

Nas primeiras semanas do mês, eram seis cidades classificadas como risco 1, agora são 12, segundo o IntegraSus

A quantidade de municípios cearenses classificados no nível mais baixo para o risco de transmissão da Covid-19 dobrou em pouco menos de duas semanas. Entre os dias 4 a 17 de julho - período que compreende a semana epidemiológica 27 - eram seis cidades na classificação 1, ou 'novo normal'. Agora, entre os dias 11 a 24 de julho - semanas epidemiológicas 28 e 29 - são doze. 

A melhora do cenário pandêmico no Ceará vai além. Das 184 cidades do Estado, 60% delas estão fora da classificação máxima, também chamada de 'altíssima' ou nível 4. Atualmente são 72 municípios na classificação de nível 4.

Há menos de um mês (semana epidemiológicas 25 e 26), este índice era 68% maior, ou seja, entre os dias 20 de junho a 3 de julho, 121 municípios estavam inseridos no alerto de risco altíssimo.

Os dados são do IntegraSus, plataforma oficial da Secretaria da Saúde (Sesa) do Ceará. A pasta classifica as cidades em nível 1 (novo normal), nível 2 (moderado), nível 3 (alto) e nível 4 (altíssimo). Para analisar o cenário de cada município, a Sesa traça métricas norteadas em 5 indicadores: 

  • incidência de casos por dia/100 mil habitantes;
  • internações;
  • percentual de leitos UTI-Covid ocupados;
  • taxa de letalidade e taxa de positividade.

Para especialistas da área da saúde, essa redução nos indicadores é reflexo de um melhor controle da pandemia no Estado. Este avanço foi obtido com o avanço da vacinação e adoção das medidas governamentais previstas nos decretos, como limitação no fluxo de pessoas e abertura gradual das atividades econômicas.

Cidades no alerta de nível 1:

  • Amontada;
  • Ararendá;
  • Barroquinha;
  • Chaval;
  • Coreaú;
  • Crateús;
  • Ererê;
  • General Sampaio;
  • Itarema;
  • Meruoca;
  • Monsenhor Tabosa;
  • Salitre 

Cidades no alerta de nível 2:

Acarape, Acaraú, Alcântaras, Apuiarés, Aquiraz, Arneiroz, Aurora, Camocim, Canindé, Caridade, Eusébio, Frecheirinha, Granja, Guaraciaba do Norte, Ibaretama, Iracema, Irauçuba, Jaguaretama, Jaguaruana, Marco, Massapê, Milagres, Moraújo, Mucambo, Pacatuba, Pacoti, Palhano, Palmácia, Paramoti, Poranga, Porteiras, Quiterianópolis, Quixadá, Redenção, São Gonçalo do Amarante, São Luís do Curu, Tabuleiro do Norte, Tamboril, Tururu, Varjota.

Cidades no alerta de nível 3:

Acopiara, Antonina do Norte, Aracoiaba, Araripe, Bela Cruz, Brejo Santo, Campos Sales, Cariré, Cariús, Cascavel, Croatá, Cruz, Farias Brito, Fortaleza, Graça, Hidrolândia, Ibiapina, Icapuí, Icó, Iguatu, Independência, Ipaumirim, Ipu, Ipueiras, Itapajé, Jaguaribara, Jijoca de Jericoacoara, Juazeiro do Norte, Lavras da Mangabeira, Limoeiro do Norte, Maracanaú, Martinópole, Milhã, Miraíma, Mombaça, Morrinhos, Novo Oriente, Paraipaba, Penaforte, Pentecoste, Pindoretama, Pires Ferreira, Potengi, Quixelô, Reriutaba, Santana do Acaraú, Santana do Cariri, Santa Quitéria, São Benedito, São João do Jaguaribe, Senador Pompeu, Senador Sá, Solonópole, Tarrafas, Tauá, Tejuçuoca, Tianguá, Ubajara, Umirim, Várzea Alegre.

Cidades no alerta de nível 4:

Abaiara, Aiuaba, Altaneira, Alto Santo, Aracati, Aratuba, Assaré, Baixio, Banabuiú, Barbalha, Barreira, Barro, Baturité, Beberibe, Boa Viagem, Capistrano, Caririaçu, Carnaubal, Catarina, Catunda, Caucaia, Cedro, Choró, Chorozinho, Crato, Deputado Irapuan Pinheiro, Forquilha, Fortim, Granjeiro, Groaíras, Guaiúba, Guaramiranga, Horizonte, Ibicuitinga, Ipaporanga, Itaiçaba, Itaitinga, Itapipoca, Itapiúna, Itatira, Jaguaribe, Jardim, Jati, Jucás, Madalena, Maranguape, Mauriti, Missão Velha, Morada Nova, Mulungu, Nova Olinda, Nova Russas, Ocara, Orós, Pacajus, Pacujá, Paracuru, Parambu, Pedra Branca, Pereiro, Piquet Carneiro, Potiretama, Quixeramobim, Quixeré, Russas, Saboeiro, Sobral, Trairi, Umari, Uruburetama, Uruoca, Viçosa do Ceara.

INDICADORES POSITIVOS 

Apenas dois dos cinco indicadores estão com tendência de crescimento: incidência de Covid-19 por dia para cada 100 mil habitantes (64,%) e percentual de leitos ocupados. Contudo, essa tendência pode ou não se confirmar nas próximas semanas epidemiológicas. 

Na semana epidemiológica anterior, por exemplo, a ocupação de leitos também apontava para tendência de queda, mas a projeção não se confirmou. Aliás, a taxa está em queda consecutiva há mais de um mês. O percentual era de 67% há 5 semanas, depois caiu para 62% e, atualmente, está em 54,8%.

 A taxa de letalidade também segue em queda consecutiva. Na última semana epidemiológica atingiu a marca de 2,1, o menor índice até então nos últimos dois meses. Agora, nova queda, chega a 2%. A tendência para as próximas semanas, ainda segundo a Sesa, é de continuidade da redução.

Confira os números de cada indicador na média estadual nas últimas semanas epidemiológicas:

  • incidência de casos por dia/100 mil habitantes: era 78,2 e agora 64,8 (tendência crescente)
  • internações: era 294,6 e agora 258,3 (tendência decrescente)
  • percentual de leitos UTI-Covid ocupados: era 62,2% e agora 54,8% (tendência crescente)
  • taxa de letalidade: era 2,1% e agora 2% (tendência decrescente)
  • taxa de positividade: era 24% e agora 19,2% (tendência estabilizada)

VACINAÇÃO E ISOLAMENTO IMPULSIONAM REDUÇÃO

De acordo com a infectologista e professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), Mônica Façanha, a melhora nos índices de transmissão por Covid-19 no Ceará está atrelada à maior cobertura vacinal contra a doença, bem como às medidas de isolamento social adotadas durante a pandemia.

Apesar da boa perspectiva, a infectologista alerta que ainda não é possível relaxar com os cuidados básicos de prevenção da doença, como uso da máscara, distanciamento social, higienização das mãos, etc. 

Sobretudo, porque nem todas as pessoas estão vacinadas e porque há uma nova variante - a Delta - em circulação no Brasil. Além disso, o risco de surgirem outras cepas "mais agressivas" não é descartado.   

"À medida em que a gente for tendo imunidade contra o vírus, essas medidas de controle vão ser menos necessárias. [Mas] esse menos necessário vai ocorrer quando as pessoas estiverem [mais] imunizadas. Estamos de parabéns, mas ainda não é nível zero de cuidado".

Para a especialista, a queda nos índices da pandemia poderá se manter, a depender do comportamento das pessoas diante do vírus e da não existência de cepas mais virulentas. 

"Também de ver se a gente vai precisar de terceira dose, mas vamos precisar de um tempo para observar o comportamento [do vírus], depois que as pessoas estiverem vacinadas. Então, a prioridade agora é manter a curva descendo e manter a vacinação".

SAIBA QUAIS SÃO AS CLASSIFICAÇÕES DE RISCO

ALTÍSSIMO OU NÍVEL 4

Taxa de ocupação dos leitos maior que 95%; taxa de letalidade maior que 3%; percentual de positividade de testes para diagnóstico de Covid-19 maior que 75%.

ALTO OU NÍVEL 3

Taxa de ocupação dos leitos entre 80,1% e 95%; taxa de letalidade entre 2% e 3%; percentual de positividade de testes para diagnóstico de Covid-19 entre 50% e 75%.

MODERADO OU NÍVEL 2

Taxa de ocupação dos leitos entre 70% e 80%; taxa de letalidade entre 1% e 2%; percentual de positividade de testes para diagnóstico de Covid-19 entre 25% e 49,9%.

NOVO NORMAL OU NÍVEL 1

Taxa de ocupação dos leitos menor que 70%; taxa de letalidade menor que 160; percentual de positividade de testes para diagnóstico de Covid-19 menor que 25%.

NÚMEROS DA COVID-19 NO ESTADO

O Ceará acumula 914.992 casos confirmados por Covid-19 e outros 53.280 casos estão em investigação. Já em relação aos óbitos, o vírus já fez 23.382 vítimas no Estado. Os números são do IntegraSus e foram atualizados às 9h56 desta segunda-feira (26).

Escrito por André Costa/Diário do Nordeste

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