Vereadora Yanny solicita quebra de sigilo bancário da empresa MXM

Foto: Reprodução/Ascom

Justificativa dada pela Secretaria de Meio Ambiente, sobre os pagamentos, não tem fundamento jurídico

Na tarde desta quinta-feira, 17, a vereadora Yanny fez um requerimento ao Ministério Público (MP), a Receita Federal e a Polícia Federal (PF), onde solicita que seja quebrado o sigilo bancário da empresa MXM. A parlamentar quer que seja identificada cada movimentação financeira em suas contas, principalmente as saídas de pagamentos feitas pela MXM, bem como o destino de cada pagamento, os pagamentos feitos para pessoa física e, se caso existam, que sejam justificados.

Yanny ainda requer que, caso ocorra pagamentos para Pessoa Jurídica, que seja verificado se há nota fiscal de saída com dados de quem forneceu à empresa para receber qualquer tipo de pagamento por serviço prestado e se a descrição condiz com o Kinai da prestadora de serviço, e ainda se existe contrato entre a MXM e as empresas quarteirizadas pela empresa.

A jovem destaca que a população de Juazeiro do Norte precisa saber para onde foram os mais de R$ 15 milhões pagos no ano de 2021 a empresa MXM pelo executivo municipal, na pessoa do Prefeito Gledson Bezerra. “O povo de juazeiro precisa de explicação. Nós precisamos de zelo e transparência com o dinheiro público”, disse.

Na Tribuna Yanny frisou a insatisfação da população juazeirense para com os serviços prestados na coleta de lixo nos bairros de Juazeiro do Norte, sendo um dos principais problemas da cidade. Falou ainda do péssimo estado físico em que se encontram os carros que prestam serviços à MXM, como os caminhões compactadores, onde muitos estão sem placas, sem sinalização, com pneus carecas e caçambas sem sinalização.

A nova solicitação se dá uma vez que a resposta dada pela Secretaria de Meio Ambiente e Serviços Públicos (SEMASP), não tem fundamento jurídico, pois a cláusula 6° do contrato determina que as medições são condições para pagamento, e a clausula 9° determina que os fiscais do contrato devem verificar a confirmação e a medição dos serviços. “A medição de um serviço de coleta de lixo se dá por meio de balança, o que não está ocorrendo na nossa cidade. Então cabe aos órgãos de controle analisar as denúncias e tomar as devidas providências como eu já solicitei”, finalizou.

Projeto de indicação para solucionar a pobreza menstrual no município

Ela ainda entrou com um projeto de indicação para a Prefeitura, através da Secretaria de Educação (Seduc), sugerindo que seja distribuído, gratuitamente, absorventes para as alunas da rede municipal de ensino. “Ao fazer isso estamos garantindo a dignidade delas e o objetivo é enfrentar a pobreza menstrual. A prefeitura não pode deixar de ofertar qualidade de vida digna a todos, e deve direcionar a atenção aos mais carentes”, destacou.

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