Maio terminou com três mulheres assassinadas no Cariri num ano 116% menos violento

Alinna foi morta a tiros pelo seu companheiro que praticou o suicídio em Crato e Mônica também assassinada por seu companheiro a golpes de machado em Nova Olinda (Reprodução)

No primeiro quinquênio do ano seis mulheres foram mortas nos municípios de Crato (02), Várzea Alegre, Brejo Santo, Juazeiro do Norte e Nova Olinda.

O mês de maio terminou com o registro de três mulheres assassinadas na região do Cariri mais precisamente nos municípios de Crato, Juazeiro e Nova Olinda após um mês de abril com o registro de apenas um assassinato contra pessoa do sexo feminino. Sendo assim, no quinto mês deste ano três mulheres mortas ou uma a menos na comparação com maio do ano passado quando tivemos quatro assassinadas.

No primeiro quinquênio do ano seis mulheres foram mortas nos municípios de Crato (02 ou 33,3% do total no Cariri), além de Várzea Alegre, Brejo Santo, Juazeiro e Nova Olinda. No ano passado, nos cinco primeiros meses do ano, 13 mulheres já tinham sido assassinadas na nossa região e a queda é de 116% na comparação entre os dois períodos com sete crimes a menos este ano.

No dia 11 de maio Alinna Ribeiro do Nascimento, de 26 anos, que residia na Rua Antonio Pereira Caçula (Lameiro) em Crato, foi morta a tiros pelo companheiro e comerciante Cícero Demontieux de Sousa, de 43 anos, o “Demontier do Verdurão”, o qual praticou o suicídio. O crime passional aconteceu dentro do carro do casal um Jeep Compass branco na Rua Antonio Araújo Quezado naquele bairro.

Quatro dias depois Maria de Lourdes Carneiro de Barros, de 55 anos, que residia na esquina das ruas João Pereira de Carvalho e Maria José (Campo Alegre) em Juazeiro, foi morta a tiros enquanto dormia na sala de casa por dois homens que ali chegaram numa moto, bateram à porta e um deles se identificou como “Thales”. Ao adentrarem já foi atirando em Maria a qual respondia por lesão corporal em Juazeiro e o principal suspeito da autoria intelectual seria seu próprio filho adotivo identificado por “Wágner”.

Já no dia 27 Cícera Mônica Cavalcante da Silva, de 19 anos, que residia no Sítio Patos em Nova Olinda foi morta a golpes de machado dentro de casa pelo companheiro Rodrigo Gonçalves Pereira, de 25 anos, que matou ainda o próprio pai Raimundo Pereira Neto, de 78 anos, o “Raimundinho” que morava vizinho e interveio no conflito. O casal tinha três filhos menores e o acusado fugiu por um matagal. Existem informações que era usuário de drogas e apresentava transtornos mentais.

Reportagem de Demontier Tenório/Agência Miséria


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