Crise sanitária deixa finanças do Crajubar no vermelho

Foto: Arquivo/F5 Cariri

As finanças de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, enfrentam dificuldades com o aumento dos gastos com a pandemia e a queda na arrecadação própria.

Os secretários de Finanças de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, estão prevendo um cenário de dificuldades econômicas e aperto financeiro diante do agravamento da crise sanitária e econômica. Na última semana, os titulares das pastas das Finanças de Crato e Juazeiro, estiveram nas câmaras de vereadores falando sobre a situação.

Otoni Lima Bezerra, secretário do Crato, disse que a situação do município é crítica. Ele aponta gastos com a vocid-19, como motivador para o agravamento da situação. “Nosso gargalo, hoje, é que estamos tendo que aportar recursos próprios para a saúde; agente calcula aí, algo em torno de R$ 800 a R$ 900 mil de déficit por mês,” explicou. Otoni relatou os fatos na Câmara, durante a sessão do dia 8.

Sobre a situação, o prefeito Zé Ailton Brasil (PT), editou decreto de contingenciamento de verbas de custeio. O decreto foi direcionado a secretarias e outros órgãos da gestão, como orientação e alerta para a importância de conter gastos.

O secretário Otoni destacou a queda de receita própria, tornando o município mais dependente das transferências voluntárias do Governo Federal. Apesar das dificuldades, Otoni garante que ainda há equilíbrio. “Agente está conseguindo manter um certo controle sobre a folha de pagamento, até por ser uma exigência da lei complementar 173,” disse. A lei federal 173, de maio de 2020, estabelece ajuda aos municípios que estão diminuindo despesas para fazer o enfrentamento ao covid-19.

Com uma situação não menos preocupante, o município de Juazeiro do Norte tem um diferencial: está conseguindo diminuir despesas e aumentar as receitas. Segundo o secretário Paulo André, as despesas caíram em torno de 30% e as receitas aumentaram cerca de 9%.

O secretário apresentou os números da execução orçamentária do primeiro quadrimestre deste ano, no dia 11, durante audiência púbica na Câmara. Apesar dos números animadores, Paulo André ressaltou que é necessário ficar atento pois a tendência é que a receita caia nos próximos meses.

Segundo ele, a política da gestão Glêdson é otimizar as receitas e os investimentos, principalmente, na saúde, educação, infraestrutura e assistência social. A gestão criou um núcleo gestor para planejar o próximo quadriênio, traçando metas para a melhor aplicação dos recursos.

Em Barbalha, a situação também é preocupante. Entre os três municípios do Crajubar foi o único a não anunciar a antecipação do 13º salário. Depois de 12 meses negativado, o município anunciou a liberação das certidões junto à Receita Federal.

Além das dificuldades encontradas com os gastos da pandemia, o município estava sem receber transferências voluntárias. Por meio da assessoria, o secretário Aquiles Soares, disse que “a renegociação demandou tempo e ajuste financeiro do município para dispor dos valores para adesão ao parcelamento de mais de R$ 9 milhões”.

O prefeito Guilherme Saraiva (PDT), disse que um grande esforço está sendo feito para equilibrar as finanças do município. Segundo ele, as dificuldades são imensas com a queda na arrecadação própria e o aumento dos custos com a pandemia. Apesar do cenário negativo, Guilherme aposta na implementação de uma política de geração de emprego e renda para aumentar a arrecadação.

Em Crato e Juazeiro, o cenário previsto pelos dois secretários foi recebido com preocupação pelos vereadores dos municípios.

(Jornalista Madson Vagner/É-Política/Fonte: Jornal do Cariri).

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