Gari indiciado por crimes já está com nova moto da “Vaquinha” após ter a sua roubada ontem

“Papagaio” já recebeu a moto nova na manhã desta quinta-feira após ter sido tomada de assalto ontem (Reprodução)

O crime aconteceu na tarde desta quarta-feira quando estes pararam para descansar à sombra das árvores na praça da Capela de Nossa Senhora de Lourdes.

Dias antes da data consagrada ao Gari, que transcorre domingo (16), um grupo de profissionais da limpeza pública foi assaltado em Juazeiro. O crime aconteceu às 13 horas de quarta-feira quando pararam para descanso à sombra das árvores da praça no entorno da Capela de Nossa Senhora de Lourdes na Rua Manoel Germano no bairro Lagoa Seca. Eles trabalham no caminhão que recolhe a poda de árvores e dois homens armados chegaram numa moto anunciando assalto quando tomaram celulares dos garis e a moto de um deles no caso Edval Teles, de 62 anos, o “Papagaio”.

Logo, pessoas compadecidas com o semblante de tristeza de “Edval Papagaio”, deram início a uma “vaquinha” pelas redes sociais arrecadando, em pouco tempo, mais de R$ 20 mil. Já hoje pela manhã Edval posou para foto na sua nova moto e seus colegas receberam novos celulares, além de cestas básicas. Quando do lançamento da “vaquinha” surgiram opiniões adversas diante do fato da vítima ter sido indiciada por dois homicídios em Juazeiro, gerando debates entre pessoas favoráveis à campanha e contrárias. Entretanto, a campanha obteve êxito.

https://f5cariri.tumblr.com/post/651084424975417344/gari-indiciado-por-crimes-j%C3%A1-est%C3%A1-com-nova-moto-da

Familiares dele opiniram que Edval já tinha respondido pelos crimes pontuando álibis como legítima defesa e negativa de autoria. O primeiro caso foi há alguns anos na Rua São Pedro em frente à Galeria Zé Viana no centro de Juazeiro do Norte. Ali matou com uma chave de fenda o taxista Judivan, que era pai do Subtenente Ivo e do Soldado Aécio.

O outro homicídio atribuído a “Papagaio” teve como vítima o comerciante conhecido como “Tadeu do Arroz” ou “Tadeuzão”, que era dono de mercantil na Rua Leão XIII e foi morto a tiros num bar na esquina das ruas do Cruzeiro e São Benedito. Na época, Edval teria agido em conjunto com o seu irmão “Frasquim das Máquinas”. Anos depois, este último foi executado no cruzamento das ruas Leão XIII e José Marrocos.

Reportagem de Demontier Tenório/Agência Miséria

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