Orós implanta medidas restritivas para conter Covid-19, veda aulas presenciais e pontos turísticos

Legenda: Centro de Orós tem área fechada e fiscalização - Foto: Wandenberg Belém

O decreto com medidas restritivas se estende até o próximo dia 3 de maio

O município de Orós, na região Centro-Sul cearense, intensificou as medidas de isolamento social contrao avanço da Covid-19 até o próximo dia 3 de maio. O decreto municipal que entrou em vigor nesta segunda-feira (26) limita a circulação e permanência de pessoas em locais públicos e veda a realização de aulas presenciais do ensino fundamental II.

Além disso, o documento mantém academias de ginástica fechadas, proíbe o acesso aos locais turísticos e as celebrações religiosas em igrejas e templos só devem ter a presença de no máximo 10% dos fiéis de segunda a sexta-feira, até as 20 horas.

Para garantir o cumprimento do decreto, o Departamento Municipal de Trânsito (Demutran) e a Vigilância Sanitária, com apoio da Polícia Militar, montam diariamente, das 7h às 11h, barreiras sanitárias no centro da cidade e ampliaram o trabalho de fiscalização para exigência do uso de máscara facial, além da realização de blitz noturna depois das 20 horas.

A cidade tem atrativos turísticos que costumam atrair centenas de visitantes, em particular nos fins de semana: o segundo maior açude público do Ceará, o Orós; a válvula dispersora; o mirante e a correntezinha no rio Jaguaribe. “Todos esses espaços estão fechados”, pontuou o procurador-geral do município, Humberto Duarte Monte Júnior.

O decreto municipal prevê implantação de lockdown nos fins de semana, condução para delegacia e aplicação de multa de até R$ 250,00 para quem for flagrado circulando sem máscara e no valor de R$ 2.500,00 e suspensão de atividades de empresas por sete dias para a loja que desrespeitar as medidas de prevenção e combate ao novo coronavírus.   


Temos buscado alternativas para conter avanço da pandemia na cidade porque os índices aumentaram de forma assustadora e estamos enfrentando o segundo pior mês da pandemia”

HUMBERTO DUARTE

Procurador-geral de Orós

O procurador-geral do município esclareceu que as medidas mais rígidas foram implantadas após reunião de avaliação dos dados epidemiológicos por técnicos da secretaria de Saúde do município, vigilância sanitária e do Comitê Municipal de Combate à Covid-19.

Humberto Júnior frisou que “precisamos da ajuda, da conscientização das pessoas sobre a gravidade do problema que enfrentamos, mas infelizmente muitos vêm às ruas para conversar e aglomerar e isso dificulta o nosso trabalho”.

O subtenente Elioenae Ferreira, comandante do destacamento local da Polícia Militar, explicou que a unidade realiza “um trabalho de apoio à fiscalização da vigilância sanitária e de orientação aos moradores com rondas diárias”.

Legenda: No fim de semana, a PM vai intensificar fiscalização e realizar um trabalho de orientação aos turistas - Foto: Wandenberg Belém

FISCALIZAÇÃO

No fim de semana, a PM vai intensificar fiscalização e realizar um trabalho de orientação aos turistas sobre a proibição de visitas, permanência e banho no entorno do açude Orós.

A vendedora lojista Lândia Souza frisou que vai ao trabalho “com medo de ter a doença e sob cuidados pessoais”. Ela disse que concorda com as medidas mais rígidas adotadas pela prefeitura. “Vai ajudar a controlar a pandemia, mas é preciso que cada um faça a sua parte”

A dona de casa, Clotildes Nunes, contou que tem medo de vir ao centro da cidade e justificou por que estava na área central. “Meu marido é depressivo e tenho de sair para resolver as coisas, mas só venho ao centro quando é necessário”.

De acordo com a secretaria de Saúde de Orós, neste mês de abril foram registrados 210 casos da covid-19 e seis óbitos. “O número de novos casos representa um aumento de 48% em relação ao mês anterior”, pontuou Humberto Júnior.  

Orós dispõe apenas de um hospital municipal de pequeno porte, somente com enfermaria e uma ala para pacientes com Covid-19 que apresentem casos moderados da doença. “Adotamos essas medidas e esperamos que a população nos ajude ou vai acontecer uma situação pior”, concluiu Humberto Júnior.  

Escrito por Honório Barbosa/Diário do Nordeste

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