Extermínio de gatos em Nova Olinda com veneno de rato em pedaços de carnes é investigado

Pedaços de carne com veneno de rato são postos para atrair os gatos famintos (Reprodução)

Por conta da situação a Promotoria de Justiça de Nova Olinda requisitou a instauração de Inquérito Policial para investigar o extermínio dos animais.

Um extermínio de gatos está sendo investigado no município de Nova Olinda em cujo crime ambiental pelo menos 20 animais já foram mortos. Os felinos famintos são atraídos por pedaços de carnes cozidos contendo veneno para matar ratos. Só que, pouco tempo após saciarem a fome, os inocentes gatinhos terminam morrendo. Por conta da situação a Promotoria de Justiça de Nova Olinda requisitou a instauração de Inquérito Policial para investigar o extermínio naquele município caririense.

O crime acontece na zona rural de Nova Olinda e já foram até identificados alguns suspeitos da matança dos animais na área do Sítio Boião. As desconfianças em torno do crime ambiental foram a partir dos constantes pedidos de ajudas por parte de populares junto à Organização Não Governamental Projeto Lilica. A conversa dos moradores do lugar era quase sempre a mesma e desde o ano passado: gatos agonizando mediante suspeitas de envenenamento.

Com uma averiguação na área não foi difícil encontrar pedaços de carne misturados com veneno de rato, principalmente numa propriedade vizinha ao local onde moram os suspeitos. Estavam perto do muro da casa à qual ninguém mais tinha acesso e onde gatos morriam ou dali retornavam demonstrando abalo na saúde. Moradores do sítio relataram ao representante do Ministério Público que cerca de 20 felinos foram encontrados mortos somente nas últimas semanas.

Ainda ontem um dirigente da ONG Projeto Lilica tentou resgatar um gato que agonizava sobre o muro, mas não deu tempo: tombou sem vida após ser enganado na ânsia de matar a fome. O pedido das investigações por parte da Promotoria de Justiça de Nova Olinda foi feito nesta quarta-feira e o representante do MP pretende acompanhar todo o processo de perto. Os investigados deverão responder por crime de maus-tratos com pena de reclusão de 2 a 5 anos, podendo ser aumentada em 1/3 no caso das mortes.

Reportagem de Demontier Tenório/Agência Miséria

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